segunda-feira, 2 de abril de 2012

Designer de joias torna-se vegetariano após ser beijado por uma vaca, em santuário de animais

ANDA - Experiência transformadora - 02 de abril de 2012 às 6:00

Por Graziella Belliato (da Redação)

Jase Spiegel (Foto: Reprodução/Igualdad Animal) 

Jase Spiegel e seu amigo, Chris Seagle, foram convidados a participar de uma refeição vegetariana em um santuário de animais, o SASHA (Sanctuary and Safe Haven for Animals – Santuário e Refúgio Seguro para Animais, em tradução livre). As informações são do Igualdad Animal.
Durante a viagem, Spiegel, de Fort Wayne, Estados Unidos, contou que aprendeu diversas coisas sobre os animais explorados pela indústria alimentícia: “As vacas recebem hormônios que as fazem engordar mais de um quilo por dia!”. Mas o que marcou mesmo sua visita ao santuário, foi o beijo que recebeu de uma vaca: “(…) Ela nos deu um beijo e pensei: Não podemos comê-la! Algo fez um clique! Um hambúrguer ou ela? Vimos um avestruz, era tão doce… e pensei: Por que alguém tem de morrer para mim?”.
Pouco tempo após sua visita ao santuário, Spiegel decidiu dar mais atenção ao que colocava em seu prato. Passou, então, a fazer comida vegetariana. Ele prepara desde vegetais a salsichas, “frango” e queijos veganos. Também inclui em seus pratos o “tofurky”, o seitã e os hambúrgueres de legumes. Adotou leites vegetais em sua dieta, como o de amêndoas, arroz e soja.
No próximo mês, o designer de jóias e agora, cozinheiro dará uma aula de cozinha vegetariana: “Eu poderia preparar umas ‘costelas’ ou um assado de seitã, que acompanharei com um purê de batatas e wasabi. Começaremos com um bom antepasto. Durante a aula mostrarei todos os produtos diferentes e darei informações sobre onde adquiri-los”.

Homem é multado em R$ 16 mil por crime ambiental em Sorocaba, SP

Maus-tratos - 02 de abril de 2012 às 13:00

Pássaro Curió é apontado por policiais como favorito dos criadores (Foto: Adriane Souza/G1)

Através de uma denúncia anônima, membros da Polícia Militar Ambiental de Sorocaba (SP) apreenderam 15 pássaros da fauna silvestre na tarde deste sábado (31). Segundo informações da polícia, o homem, de 49 anos, será multado em R$ 16.500 por manter os animais presos em cativeiro.
Após receberem a denúncia, os policiais seguiram até uma chácara no bairro Recreio dos Sorocabanos. Sem oferecer nenhuma resistência, o homem permitiu a entrada dos PMAs. No local, 15 pássaros foram apreendidos, sendo dois deles – Curió e Azulão – considerados espécies em extinção.
A multa administrativa por manter animais silvestres é de R$ 500 por cada um. Já por aprisionar animais ameaçados de extinção, a multa é de R$ 5 mil. Por esta razão, o proprietário da chácara terá que pagar R$ 16.500.
A ocorrência foi encaminhada ao Plantão Policial Norte, onde o homem foi autuado por crime ambiental. Um inquérito será instaurado e ele responderá ao processo em liberdade.
Liberdade

Os policiais ambientais Henrique e Vieira levaram os pássaros ao Parque Zoológico Municipal “Quinzinho de Barros”. “Eles passarão por um período de adaptação, para reaprenderem a voar, pois se forem soltos hoje na natureza, nenhum deles teria condições de sobreviver”, explica o cabo Cabo Henrique.
Após alguns meses os animais serão soltou numa área própria. Segundo os policiais, o homem é um criador antigo, acostumado a manter pássaros em cativeiro. A Polícia Civil deverá investigar o crime.

Fonte: G1

Veganismo vai além da mesa

Alimentação sem crueldade - 02 de abril de 2012 às 14:00


Pão integral com margarina vegetal, iogurte de soja e uma banana pela manhã. Arroz, feijão, salada, bife de glúten e salsicha de soja no almoço. Guioza de legumes, suco de laranja e fruta como sobremesa do jantar.
O cardápio de Natália Fernanda de Oliveira entrega que ela é vegana, entretanto, é importante ressaltar que o veganismo vai muito além da restrição ao consumo de alimentos de origem animal ou aqueles que têm alguma substância deste tipo em sua composição.
Segundo Natália, o veganismo defende a plena defesa aos animais e este princípio é levado para todas as situações do dia a dia – e não apenas à alimentação.
Nesse sentido, até mesmo cremes hidratantes e xampus só são escolhidos desde que não tenham sido testados em animais.
“Geralmente já sabemos quais marcas escolher porque um vegano avisa o outro. No entanto, quando estou em dúvidas mando e-mail para a empresa ou telefono a fim de buscar mais informações”, afirma.
Roupas de seda, couro ou lã também não usadas pelos veganos que, na maioria das vezes, preferem as de 100% algodão.
Pesca, visitas a zoológicos e rodeios, do mesmo modo, são atividades que vão totalmente contra os ideais desse grupo, que cada vez mais ganha novos adeptos.

Fonte: O Diário

Operação da PF combate tráfico de animais silvestres

Crime ambiental - 02 de abril de 2012 às 15:20

Grande maioria das aves contrabandeadas tem como habitat natural as selvas do Peru, Equador e Venezuela. Foto: Divulgação
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira (2) uma operação em oito Estados e no Distrito Federal para combater o tráfico de aves silvestres e exóticas. Segundo a investigação, as associações criminosas chegaram a movimentar, na última década, cerca de R$ 30 milhões.
A operação Estalo deve cumprir 20 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária, 33 de busca e apreensão e ainda conduzir mais sete pessoas à delegacia. Todos os desdobramentos ocorrem em Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará, Amazonas, Santa Catarina, Roraima e Distrito Federal. As apurações do caso foram acompanhadas, desde o início, pelo Ministério Público Federal em Pernambuco.
Conforme a investigação, a grande maioria dessas aves tem como habitat natural as selvas do Peru, Equador e Venezuela. Elas são contrabandeadas para servir a criadores de canários, que ganham a vida com a briga desses animais, a chamada rinha.
Os animais são adquiridos nesses países por valores entre R$ 12 e R$ 15, e vendidos no mercado clandestino dos atacadistas por valores que vão de R$ 130 a R$ 220. Por fim, alcançam o mercado interno, onde são negociados por revendedores locais a preços que variam entre R$ 200 e R$ 300.
Iniciados nas rinhas, os canários passam a ser avaliados de acordo com a habilidade apresentada, chegando a ser negociados por preços que alcançam R$ 100 mil. Segundo a PF, a avaliação do canário de rinha decorre da expectativa de seu proprietário em obter lucro a cada vitória do animal. As apostas podem alcançar vultosas quantias, com valores que chegam a R$ 50 mil.
Apenas no último ano, houve mais de 12 mil canários apreendidos nas rodovias e aeroportos dos Estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco e Amazonas. No curso das investigações, foram apreendidas cerca de 2 mil aves.
Para tentar legalizar o animal, os investigados fraudavam as anilhas, instrumentos de controle e identificação dos animais. Dentre os envolvidos, ao menos oito possuem cadastro no governo como criadores amadoristas. Para introduzir as aves clandestinamente no País, a organização criminosa tinha ainda o apoio de um policial civil, que chegava a receber cerca de R$ 3 mil por carregamento.
Todos os envolvidos devem ser indiciados por formação de quadrilha, contrabando ou descaminho, receptação qualificada, falsificação de selo ou sinal público, peculato e corrupção ativa, além dos crimes ambientais de maus-tratos, apanhar animais silvestres sem permissão e introduzir as espécies no País. Se condenados, cada membro da organização terá que cumprir penas que, somadas, podem chegar até 50 anos de prisão.

Fonte: D24am

Polícia acha dezenas de animais em casa após denúncia de mau cheiro

Califórnia/EUA - 02 de abril de 2012 às 16:00



Guaxinim estava entre os animais resgatados da casa. (Foto: Reprodução)

Autoridades do condado de Orange removeram oito cães, 18 gatos, duas galinhas, um corvo, quatro coelhos, um guaxinim e vários répteis e camundongos que eram mantidos em uma casa em Stanton, no estado da Califórnia (EUA), segundo a emissora de TV “KTLA”.
As autoridades receberam uma denúncia na quarta-feira (28) relatando que havia um mau cheiro vindo da casa. De acordo com a polícia, a proprietária da casa disse que era uma colecionadora de animais.
Agentes tiveram que usar máscaras de gás para entrar na casa por conta do cheiro. “Não sei como ela ainda dormia ou fazia qualquer outra coisa”, disse um vizinho, destacando que o mau cheiro ficava insuportável quando a porta da casa era aberta.

Fonte: G1

Preservação da palanca negra necessita apoio de um fundo de 6 milhões de dólares

Angola - 02 de abril de 2012 às 17:20

Foto: Reprodução/Sol

Ciente do risco da eminência de extinção da palanca negra gigante, animal que existe apenas em Angola, em que o seu habitat é a mata da província de Malanje, Fátima Jardim, ministra do Ambiente, pediu o apoio de cerca de seis milhões de dólares para consolidar o projeto de conservação do referido animal.
A titular do ambiente, falou à imprensa na sequência do programa ‘Espaço Público’ da Televisão Pública de Angola (TPA) e aproveitou para solicitar a solidariedade da sociedade civil para prestar ajuda na preservação deste símbolo fauna angolana.
A Fundação Kissama tem desenvolvido acções importantes para esse fim, referiu a ministra, com o montante solicitado a ministra pensa aumentar a prole da palanca e outras espécies ameaçadas.
As empresas petrolíferas Sonangol e ESSO, a Universidade Católica e outras instituições públicas e privadas tem prestado a sua ajuda para que a palanca negra seja conservada.
Estão controlados 19 animais, dentre os quais 14 fêmeas, dois machos e três crias no Santuário do Parque Nacional de Cangandala.

Fonte: Sol

Clínica de Campinas (SP) auxilia Polícia Ambiental no tratamento de animais

Resgatados dos maus-tratos - 02 de abril de 2012 às 16:40


Centro Clínico recebe animais em situação de maus-tratos (Foto: Virgginia Laborão/ G1 Campinas) 

Um centro clínico inaugurado em março no bairro Cambuí, em Campinas (SP), atende animais em situação de maus-tratos, resgatados pela Polícia Ambiental em cidades da região de Campinas. O centro recebe somente animais domésticos e exóticos apreendidos Polícia Militar Ambiental, Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros e encaminhados pela Delegacia de Defesa dos Animais de Campinas.
“O projeto é pioneiro porque ajuda a Polícia Ambiental na atividade de proteção aos animais”, relata o jornalista Rodrigo Ensinas, que mantém um site de educação ambiental onde estão disponíveis informações sobre o Centro Clínico Veterinário e sobre adoção de animais.
“São mais de 40 denúncias por dia envolvendo animais domésticos”, conta o veterinário Diogo Siqueira. Os casos mais graves são encaminhados ao Centro Clínico Veterinário para acompanhamento. No local, eles são tratados e depois colocados para adoção.
No local, ressalta o veterinário, são recebidos somente animais trazidos pela Polícia Ambiental, mas não aqueles que estão pelas ruas ou abandonados pela população.
Para o centro foram levados, entre outros, dois cães encontrados com ferimentos no pescoço após passarem meses acorrentados em uma residência. O bull terrier e o vira-lata, encontrados na noite de 29 de março, permaneciam presos a correntes chumbadas em uma casa com outros 15 cães e, após denúncia, foram apreendidos pela Polícia Civil com ferimentos profundos no pescoço.

Gambá no Centro Clínico de Campinas (Foto: Virgginia Laborão/ G1 Campinas) 

Segundo Siqueira, a família levava para a residência cães encontrados na rua, mas não tinham condições financeiras de cuidar dos animais. “Muitas pessoas também não sabem muito bem do que um animal precisa”, conta.

Silvestres de volta à mata

A clínica possui uma reserva de 90 mil metros² de mata, localizada em Holambra (SP), onde são soltos os animais silvestres apreendidos, que tenham condições de voltar ao habitat natural, segundo o veterinário.
É o caso da dupla de gambás, duas cobras cascavel e um papagaio, que serão soltos na reserva de Holambra. Com olhar tímido, o papagaio famoso por ser falante, permanecia quieto após ser resgato pela polícia. Segundo o veterinário, comumente as pessoas alimentam papagaios com sementes de girassol, o que é errado. “É como se nós nos alimentássemos só de gordura todos os dias”.

Ouriço trado no Centro Clínico de Campinas (Foto: Virggínia Laborão/G1 Campinas) 

Contudo, alguns não conseguem retornar para a natureza. “Muitas maricatas que chegam aqui têm as pernas amputadas”, conta Siqueira. Segundo ele, os criminosos normalmente prendem os pés dos pássaros com barbante para que eles se acostumem a permanecer em um determinado local, mas isso prejudica o desenvolvimento das patas.

Lei de proteção aos animais

Uma nova lei publicada na quinta-feira (29), no Diário Oficial de São Paulo, prevê que os créditos adquiridos através da Nota Fiscal Paulista podem ser doados a entidades de proteção dos animais, desde que a sede da organização seja no Estado de São Paulo. A lei é de autoria do deputado estadual Feliciano Filho (PV), vereador em Campinas de 2004 a 2008.

Centro Clínico Veterinário
Rua Doutor Carlos Guimarães, 484, Cambuí
Tel: (19) 3255-1321

Disque-denúncia – Delegacia de Defesa dos Animais
Tel: (19) 3254-2633

Fonte: G1

Sem alvará, Prefeitura de Limeira (SP) mantém animais em zoo interditado

Vida em cativeiro - 02 de abril de 2012 às 18:00

Zoológico de Limeira está interditado desde 2010 (Foto: Nikolas Capp / G1) 


Mesmo após a construção de um novo zoológico, animais de Limeira (SP) são mantidos pela Prefeitura em um espaço interditado desde 2010. Isto porque o novo zoo, em fase de acabamento, não passou pela vistoria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que expede alvará para este tipo de parque. O Executivo admite que o local onde os animais estão é inadequado.
Moradores e associações de proteção aos animais reclamam da falta de cuidados e estrutura para abrigar os animais que ainda vivem no zoológico que foi fechado para visitação em janeiro de 2010. Os ativistas denunciam, inclusive, que as jaulas são deixadas abertas e os animais estão fugindo do parque.
“Eu moro nas proximidades e sempre vejo pavão para fora. Há um mês um cachorro do mato foi morto no centro da cidade. Eles vivem longe do movimento urbano. É impossível que este animal tenha vindo de alguma área de preservação. Podemos dizer que ele fugiu do zoológico”, disse Milena Pacheco, diretora da Associação Limeirense de Proteção aos Animais (Alpa).
Ministério Público no caso

Com a interdição, o Ministério Público da cidade entrou no caso e deu um prazo para que um novo local fosse construído, mas a Prefeitura estourou esse prazo por conta da infraestrutura do novo espaço não ter sido construída de acordo com as normas exigidas pelo Estado.
“Eles nos disseram que faltava um laudo da Secretaria do Meio Ambiente, que apontou algumas irregularidades no local. Checamos com a Secretaria que confirmou a informação. Então, estamos aguardando a confirmação deste alvará”, explica o promotor do Meio Ambiente na cidade, Luiz Alberto Segalla Bevilaqua.

Secretaria Estadual do Meio Ambiente

A Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais da Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, informou, por meio de nota da assessoria de imprensa, que no dia 5 de outubro do ano passado, representantes da pasta estiveram no novo zoológico para uma vistoria, na qual foram constatados alguns problemas que devem ser resolvidos antes que o órgão aprove a autorização de manejo, que libera o local para visitação do público.
A Secretaria informou que estão sendo construídos um setor de nutrição, quarentena, setor extra e um ambulatório veterinário. Em dezembro, uma parte da documentção foi repassada à pasta e aprovada. Outra parte foi enviada em janeiro, mas ainda está sob análise do Centro de Fauna Silvestre (CFS).

Enquanto isso…

Para o biólogo Matheus Felício, enquanto a liberação do novo parque não sai, quem sofre são os animais que vivem em um local sem condições básicas. “Temos informações de jaulas sem cadeado, cercados quebrados. Agora eles pintaram o local e retiraram o lixo, mas o armazenamento continua o mesmo. Somente água e comida não é o bastante, eles precisam de condições para viver. Sem isso, continuarão sofrendo até que uma providência definitiva seja tomada”, afirma.
O G1 esteve nas dependências do zoológico atual, onde estão os animais. A entrada não foi permitida, mas pelo lado de fora é possível ver que as jaulas são pequenas e sem a ambientalização necessária. Uma destas jaulas fica no fundo do parque e abriga uma onça pintada. “É muito pequeno o local. Como um animal desse, que vive em ambientes grandes na natureza, podem ter qualidade de vida em local desse?”, explica Groco.

Quase pronto

A Prefeitura de Limeira informou, por meio de nota da assessoria de imprensa, que o novo local está quase pronto, com paisagismo e recintos ambientados, porém ainda aguarda a autorização da Secretaria do Meio Ambiente, que deve fazer uma última vistoria, ainda sem prazo definido.
Em relação às denúncias dos ambientalistas, a Prefeitura assume que a estrutura do zoológico onde estão os animais não é a ideal, mas afirma que todos recebem alimentação adequada e que três veterinários tomam conta do local. A assessoria garante que todas as jaulas são trancadas com cadeado.

Fonte: G1

Nota da Redação: Lugar de animal é livre na natureza, em seu habitat natural, de onde jamais deveria ser retirado para viver confinado em um ambiente artificial. Humanos criaram zoológicos para atender exclusivamente aos fins sádicos da espécie humana. No entanto, os animais não existem para servir aos fins humanos. Existem para cumprir sua jornada na Terra, como seres livres, sencientes e sujeitos de direito. Zoológicos são verdadeiras prisões, e como tais, lugares abomináveis, que deveriam simplesmente deixar de existir.

Vídeo denuncia caça de animais silvestres em arquipélago italiano

ANDA - Caça para extração de pele - 02 de abril de 2012 às 6:00

Por Natalia Cesana (da Redação)

Foto: Reprodução/GreenMe

A ilha de Giglio, na Itália, recentemente foi notícia em todo o mundo devido ao triste naufrágio do transatlântico Costa Concordia. Mas há outro episódio neste estupendo arquipélago que merece atenção, tão atroz quanto: a caça de pequenos animais para extração de pele, feita por meio de armadilhas e instrumentos de tortura.
Coelhos selvagens são mortos brutalmente, estrangulados por alças metálicas. Pequenos roedores e aves são mortos por esmagamento, em uma armadilha feita com grandes pedras suspensas. Sem contar os passarinhos que encontram a morte como iscas. Isso tudo não é fruto da fantasia, mas o que realmente acontece na ilha.
A caça brutal na ilha de Giglio foi filmada e documentada por um grupo de 20 voluntários coordenados por Piero Liberati, fundador da Vallevegan (www.vallevegan.org/dblog/), que percorreram dia e noite toda a ilha e se embrenharam pelos bosques para revelar as atrocidades cometidas ali na tentativa de salvar o máximo de animais.
Esta região comporta um parque nacional cuja situação, com os anos, piorou sensivelmente visto que há pouco tempo ainda era possível encontrar 100 armadilhas por dia. Hoje são ao menos 300. Em quatro anos foram encontrados 1500 laços para coelhos, 120 prensas para aves e roedores, algumas armadilhas para alces e pássaros e veneno para ratos. Foram cerca de mil equipamentos desativados.
Para Liberati e os voluntários por trás desta chocante situação, certamente existe inércia das instituições e daqueles que nunca apoiaram atividades anticaça. Mas, felizmente, o vídeo retrata também momentos emocionantes como a liberação de alguns coelhos em pânico. Os voluntários cortaram os laços e os libertaram.

domingo, 1 de abril de 2012

Polícia apreende 280 pássaros silvestres que saíram de MS

Tráfico de animais - 01 de abril de 2012 às 15:00


Alguns pássaros já estavam mortos, os outros foram soltos na natureza. (Foto: Reprodução/TV Tem)

A Polícia Rodoviária Estadual apreendeu na noite de sexta-feira (30), cerca de 280 pássaros silvestres que estavam no porta-malas de um carro que saiu de Mato Grosso do Sul e seguia para o interior de São Paulo. As aves da espécie canário-da-terra estavam presas em gaiolas.
O motorista, de 66 anos, foi parado pela polícia na Rodovia Marechal Rondon, em Valparaíso (SP) após denúncia anônima. Ele informou que receberia R$ 1,5 mil para transportar os pássaros.
Segundo a polícia, ele será multado em R$ 286 mil, vai responder por maus-tratos e transporte de animais.

Fonte: Correio do Estado

Manifestantes protestam contra touradas em Madri, na Espanha

Pelo fim da crueldade - 01 de abril de 2012 às 18:00



Manifestante se cobre com sangue falso para protestar contra touradas em Madri (Foto: Pierre-Philippe Marcou/ AFP)


Um grupo de ativistas realizou um protesto neste domingo em Madri, capital da Espanha, contra a realização de touradas no país. Os manifestantes integram uma ONG de defesa dos animais.
Os integrantes da ONG Anima Naturalis se reuniram em frente à praça de touro Las Ventas, um dos principais locais onde ocorrem as touradas. Alguns manifestantes se cobriram de sangue e levaram cartazes contra a matança dos animais.
A Espanha é alvo de mobilizações cada vez mais intensas cobrando a extinção das touradas, em que os animais são feridos violentamente até a morte. Em Barcelona, na região da Catalunha, o movimento é ainda mais forte e os eventos foram abolidos, por uma decisão do Parlamento regional catalão.

Fonte: Band

Violência na moda: Grife Animale lança coletes de pele de animais

ANDA - Inconsciência e crueldade - 01 de abril de 2012 às 6:00
Por Robson Fernando de Souza (da Redação)

A moda vem abandonado, seja por motivos éticos, seja por pressão da opinião pública, o uso de peles naturais – e, em alguns casos, também as sintéticas. Mas algumas grifes insistem em tratar peles arrancadas de animais em sofrimento como um motivo de beleza. É o caso da grife Animale, quelançou neste mês uma coleção de coletes de pele.


Modelos usando coletes de pele natural da Animale. Foto: Reprodução/Animale

Em sua página, a Animale afirma que as russas, ditas como usuárias assíduas de casacos de pele, “enfrentam oito meses de um inverno rigoroso com muito estilo e charme”. Revela também que “diferentes tipos de pele” são usados na coleção, não revelando porém de quais animais.
É cada vez mais difícil evitar pensar, ao ver grifes lançando roupas de pele natural e pessoas usando-as, nas imagens de animais aprisionados em fur farms (fazendas de pele) e sendo atordoados às pauladas e esfolados vivos. Tal pensamento vem não só aos vegetarianos e veganos, mas também a toda aquela pessoa que vem se conscientizando da violência contra animais que caracteriza a indústria das peles.


Os animais são eletrocutados, asfixiados, envenenados, espancados até a morte ou estrangulados para virarem roupas e acessórios. Foto: divulgação 


Chega a hora de mais uma mobilização da opinião pública, contra a continuidade da exploração e assassinato de animais para fins tão supérfluos como “estar na moda” – se bem que há muito o uso de peles de animais não é mais uma moda, no sentido de tendência. É possível enviar protestos na caixa de comentários da página dos coletes de pele e também por via do Twitter.
A presidente da ONG Anti-fur Society dos Estados Unidos, Rosa Close, questionada sobre a atitude da marca Animale, que usa peles de animais em suas coleções, enviou à ANDA um depoimento sobre a indústria e o comércio cruel de peles.
“Estamos no terceiro milênio, muitos seres humanos já evoluíram e aprenderam a respeitar todas as formas de vida neste planeta. No entanto, a indústria de peles continua fazendo o impossível para empurrar seus produtos inescrupulosos para um público que, na maioria das vezes, nem imagina que está colaborando com imensas atrocidades. A indústria de peles, além de cruel é absolutamente supérflua, serve apenas para satisfazer a ganância de empresários e a vaidade inconsciente de alguns consumidores. Não existe desculpa para o uso de peles, principalmente porque temos as sintéticas, que são belas e difíceis de distinguir se são falsas ou verdadeiras. Comercializar roupas de peles em um país tropical? Isto deveria ser impensável. Além do lado desumano dessa indústria, ainda temos a poluicao que ela insiste em esconder sob o slogan “Fur is Green (Pele é Ecológica)”. Pele é ecológica apenas se estiver nos corpos dos animais, caso contrário, a poluicao causada por essa indústria é arrasadora. As fazendas de peles produzem mundialmente incontáveis toneladas de fezes e urina que acabam infiltrando e contaminado lençóis freáticos, rios, córregos, todo o sistema aquífero. Sem falar nos corpos e sangue dos animais que são descartados. E os produtos químicos altamente danosos utilizados para preservar a pele? São inúmeros químicos poluentes, sem os quais as peles apodreceriam como uma carne qualquer. Mas nada disso se compara ao terrível sofrimento dos animais que até se depararem com mortes monstruosas, vivem em gaiolas pequeninas e fétidas, onde muitos enlouquecem, e se canibalizam. É vergonhoso que qualquer comerciante que se preze, rebaixe-se moralmente ao ponto de promover uma moda cruel e antiética, que na verdade deixam as pessoas esquisitamente parecidas com cabide de defuntos. Esses empresários precisam se conscientizar de que a compaixão sempre esta em moda, a crueldade não”, explicou Rosa Close.

Tiririca, César Halum e coordenador da Funarte defendem exploração de animais em circos


ANDA - Contra a ética - 01 de abril de 2012 às 6:00 - Por Robson Fernando de Souza (da Redação)

A dor de uma animal explorado pelo circo é visível. Foto: divulgação

Mesmo sendo uma tendência mundial a abolição da exploração de animais em circos, ainda há hoje pessoas de importância política defendendo que essa violência por trás do picadeiro continue. Entre essas autoridades, estão os deputados federais Tiririca (PR/SP) e César Halum (PSD/TO) e o coordenador da área de circo da Fundação Nacional de Artes, Marcos Teixeira.
As justificativas dadas pelos três para defender tal posição são evidentemente inconsistentes e incompatíveis. Tiririca, que já foi dono de circo no passado, afirma que “muitos circos tratam bem os animais”, embora diga reconhecer que em “alguns” casos há maus tratos óbvios. Ele defende não a libertação dos escravos de circos, mas a mera regulamentação, por exigências questionáveis como “o tamanho da jaula para cada animal”, e diz que “em pequenas cidades onde não há zoológico, o circo é o único lugar em que as pessoas podem ter contato com alguns tipos de animais”, como se fosse uma necessidade alguém estar perto de animais de ecossistemas estrangeiros e que deveriam estar livres.
Já César Halum fala: “Eu entendo que o circo sem a presença do animal perde toda a sua atração. As pessoas no Brasil vão ao circo para ver os animais. Eles são o atrativo maior e eles devem ser respeitados na sua integridade física, mas não serem impedidos de trabalhar.” Mas não pensa se os animais realmente querem ou não “trabalhar”, nem aceita o sucesso de circos que não exploram animais – a exemplo do Cirque du Soleil e o Circo Popular do Brasil. E além de deixar a entender que os circos que atuam nos estados que proíbem a exploração de animais em espetáculos seriam todos carentes de atratividade, ainda discrimina toda a sorte de profissionais que atuam no picadeiro, como os palhaços, os dançarinos, os malabaristas e os acrobatas.
Marcos Teixeira, da Funarte, discorda que haja sofrimento na escravidão de animais em circos, e ainda diz que os animais “fazem parte da trupe”, como se eles se apresentassem por vontade livre e espontânea, e não fossem aprisionados e “treinados” mediante tortura. E ainda recorre à falácia de apelo à autoridade ao dizer que “o Ministério da Cultura é favorável à participação de animais no circo”.
Felizmente essa opinião favorável à escravidão animal em circos está diminuindo de poder cada vez mais, e tal exploração está acabando aos poucos no Brasil e no mundo. Isso considerando-se que Alagoas, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Espírito Santo já proíbem números com animais nos circos.

Com informações do Correio do Estado

Cresce número de denúncias contra maus tratos de animais






ÍTALO REIS - Agência Estado


O registro pelo Disque-Denúncia de maus tratos contra animais cresceu cerca de 31% nos últimos 12 meses no Estado de São Paulo, segundo informações do Instituto São Paulo Contra a Violência (ISPCV), que mantém o 181. De novembro a fevereiro, o número de denúncias quase dobrou.
Segundo o Disque-Denúncia, foram 3.105 ligações informando algum tipo de violência contra animais entre março de 2011 e fevereiro deste ano, contra 2.368 casos no mesmo período entre 2010/2011. As denúncias só ficaram atrás de ligações com dados sobre tráfico de drogas, jogos de azar e maus tratos contra crianças, historicamente os três crimes com maior número de denúncias.
Para o gerente de projetos do ISPCV, Mário Vendrell Royo, o aumento ocorreu após os casos de violência contra animais que surgiram nas redes sociais no fim do ano, fazendo esse tipo de denúncia subir no 181 do 8º para o 4º lugar, onde permanece desde novembro.
Ao todo, o 181 recebeu 155.939 denúncias nos últimos 12 meses, alta de 1,4% no mesmo período do ano anterior (153.811). O serviço funciona desde outubro de 2000 initerruptamente e pode atender até 100 mil ligações por mês. O anonimato é garantido e qualquer tipo de denúncia pode ser feita.

Fonte: Estadão

PROTEÇÃO E DEFESA AOS ANIMAIS

"Salvando os animais da ameaça humana". 





Lei: abandono e maus-tratos é crime. Veja como denunciar!


Caso você veja ou saiba de maus-tratos cometidos contra qualquer tipo de animal, não pense duas vezes: vá a delegacia de polícia mais próxima para lavrar boletim de ocorrência ou, se preferir, compareça ao Fórum para orientar-se com o Promotor de Justiça (Promotoria de Justiça do Meio-Ambiente em SP: [11] 3119-9524). A denúncia de maus-tratos é legitimada pelo Art. 32, da Lei Federal nº. 9.605 de 1998 (Lei de Crimes Ambientais). É importante levar com você uma cópia do número da Lei (no caso, a 9.605/98) e do Art. 32 porque, em geral, as autoridades policiais nem tem conhecimento dessa lei. Leve também o Art. 319 do Código Penal, caso a autoridade se recuse a abrir o Boletim de Ocorrência. Afinal de contas estamos no Brasil, e se os próprios cidadãos deste País sofrem com o descaso de muitas autoridades, imagine os animais! Eis o texto da Lei:

"Artigo 32 da Lei Federal nº. 9.605/98

É considerado crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, doméstico ou domesticados, nativos ou exóticos.

Pena - Detenção de 3 (três) meses a 1 (um) ano e multa.

Parágrafo 1°. - Incorre nas mesmas Penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animais vivos, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.

Parágrafo 2°. - A Pena é aumentada de 1 (um) terço a 1(um) sexto, se ocorrer a morte do(s) animal(s)."

Os atos de maus-tratos e crueldades mais comuns são:

- abandono;
- manter animal preso por muito tempo sem comida e contato com seus donos/responsáveis;
- deixar animal em lugar impróprio e anti-higiênico;
- envenenamento;
- agressão física, covarde e exagerada;
- mutilação;
- utilizar animal em shows, apresentações ou trabalho que possa lhe causar pânico e sofrimento;
- não procurar um veterinário se o animal estiver doente;
Isto serve para os animais domésticos mais comuns como cães, gatos e pássaros, também cavalos usados em trabalho de tração (aquelas carroças muito comuns nas ruas de grandes cidades), além de animais criados e domesticados em sítios, chácaras e fazendas. Animais silvestres estão inclusos nessa Lei, possuindo também Leis e Portarias próprias criadas pelo IBAMA.
Assim que o Policial ou Escrivão ouvir seu relato sobre o crime, a ele cabe cumprir a instauração de inquérito policial. Se ele se negar a fazê-lo, sob qualquer motivo, lembre-o que ele pode ser responsabilizado por crime de prevaricação e negligência, previsto no Art. 319 do Código Penal que diz: "É crime retardar ou deixar de praticar indevidamente ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa da lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal." Exija falar com o Delegado responsável, que tem o dever de lhe atender e de fazer cumprir a Lei. Faça valer seus direitos e o daqueles que não podem falar e sofrem em silêncio!
Caso ainda assim não consiga atendimento satisfatório, denuncie! Denúncia ao Ministério Publico - SP Tel.: (11) 6955-4352. Para tanto, anote o nome e a patente de quem o atendeu, o endereço e número da delegacia, o horário, data e faça um relato em duas vias, pedindo para protocolar uma delas. Se você estiver acompanhado de alguém, este poderá ser sua prova testemunhal para o encaminhamento de queixa ao MP.
Tudo o que você conseguir como fatos e provas devem ser anexados junto à ocorrência para auxiliar no seu B.O.: relatos de testemunhas, fotografias, laudo veterinário, placa do carro que abandonou o animal, etc.
Uma questão muito comum: " - Tenho medo de denunciar pois isso poderá causar problemas para mim e para as testemunhas, como ameaças, agressões, etc". Sobre isso, leia abaixo:
VOCÊ NÃO SERÁ O AUTOR DO PROCESSO JUDICIAL QUE PORVENTURA SEJA ABERTO A PEDIDO DO DELEGADO. Preste atenção: o Decreto 24.645/34 diz, em seu artigo 1° e 2º (parágrafo 3°):
"Todos os animais existentes no País são tutelados pelo Estado";
"Os animais serão assistidos em juízo pelos representantes do Ministério Publico, seus substitutos legais e pelos membros das Sociedades Protetoras dos Animais"
Portanto, na verdade, não é você quem estará abrindo um processo judicial e sim o Estado. Uma vez concluído o inquérito para apuração do crime, o Delegado o encaminhará ao Juízo para abertura de ação, onde o Autor será o Estado.
Em São Paulo você também poderá fazer sua denúncia pela Internet. A Prefeitura mantém um site específico http://sac.prodam.sp.gov.br/ em cuja página você irá encontram um cadastro de solicitações com um menu de opções. Procure pela palavra "Animais" e clique em "OK". Você encontrará um novo menu com a especificação do assunto. Escolha entre as opções: "Criação inadequada de cães/gatos (s/higiene, excesso de animais)", ou "Maus tratos a animais (caes,gatos e cavalos)". Em outros Estados, procure na Internet pelo site oficial de sua Prefeitura que, em muitos casos, também possui serviço semelhante.
Se o crime for contra Animais Silvestres (que são todos aqueles animais pertencentes às espécies nativas, migratórias, aquáticas ou terrestres, que tenham a sua vida ou parte dela ocorrendo naturalmente dentro dos limites do Território Brasileiro e suas águas jurisdicionais), além de serem normalmente protegidos pela Lei 9.605/98 descrita acima, ainda podem ser denunciados à Polícia Florestal (onde houver) e ao IBAMA no "Linha Verde", Tel.: 0800-618080 (ligação gratuita). Lembrando que Animais Silvestres possuem Leis e Portarias específicas previstas na Constituição e no Código Penal. Se você tiver acesso a Internet, pode visitar o site http://www.renctas.org.br/ e fazer a denúncia através do e-mail:renctas@renctas.org.br Em São Paulo você também pode entrar em contato com o DEPAV (11) 3885-6669.

Dica importante: Você sabia que as Associações de Bairro representam uma força associativa que pode provocar as autoridades na tomada de atitudes concretas em prol da comunidade? Com o advento da Lei 7.347 de 24/07/1985, essas associações, qualificadas como entidades de função pública, podem ingressar até mesmo com mandados de segurança (conforme Constituição Federal, Art. 5º LXX "b") e a Fauna é considerada como um patrimônio público. Portanto, se o seu bairro estiver organizado em uma Associação, procure-a e peça que alguém o acompanhe até a delegacia ou ao fórum mais próximo.

Telefones úteis:
IBAMA (Linha Verde) 0800-618080
DEPAV/SP (11) 3885-6669
Instituto Nina Rosa (11) 3031-9091
Aliança Int. do Animal (11) 3167-2879

Páginas na Internet relacionadas:

http://www.renctas.org.br/
http://www.sosfauna.org/
http://sac.prodam.sp.gov.br/
http://www.ibama.gov.br/
http://www.aila.org.br/

sábado, 31 de março de 2012

Manifestação Antivivissecção e Experimentação Animal reúne mais de 70 cidades dentro e fora do país

31 de março de 2012 às 6:00




Foto: Reprodução 


Indignação e informação. Este é o lema do 2º Manifesto Antivivissecção e Experimentação Animal, que será realizado no dia 28 de abril, às 15h, simultaneamente, em diversas cidades do Brasil e do exterior.
Em Taubaté a manifestação está sendo organizada por protetores de animais independentes e contará com a participação de cidades vizinhas como São José dos Campos.
Idealizada pelo grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais (hoje com mais de 30 mil membros) e pela WEEAC (World Event to End Animal Cruelty) – ambas com ativismo abolicionista pelo fim da exploração dos animais – a atividade pretende abrir discussões sobre métodos éticos alternativos existentes, empregados e reconhecidos por inúmeras faculdades e instituições de ensino, bem como denunciar a utilização de animais vivos com propósitos experimentais.
Para o biólogo Sérgio Greif, co-autor do livro A verdadeira face da Experimentação Animal: a sua saúde em perigo e redator do Manifesto que lançou oficialmente o evento em questão, os experimentos prévios realizados em animais, sustentados na ideia tentar de impedir que os seres humanos corram os “primeiros” riscos dos efeitos ainda não mapeados, não garantem segurança para a sociedade, muito menos apontam caminhos precisos, sobretudo do ponto de vista científico. “É grande o número de drogas aprovadas que são recolhidas das prateleiras no prazo de um ano após sua colocação no mercado. O motivo deste recolhimento é a detecção de efeitos colaterais na população humana, efeitos estes que não haviam sido detectados em testes em animais”, afirma o ativista.
Ainda sobre esta prática, Greif garante ser possível questionar o argumento de que seres humanos e animais domésticos são diretamente beneficiados com as pesquisas. “Ocorre que, embora exaustivamente testados e aprovados em animais, os tratamentos se mostraram falhos em sua fase de testes, sem sinais de efeitos promissores em seres humanos. Muitos deles, apesar da segurança comprovada em animais, produziram efeitos colaterais, e muitas vezes a morte de muitas pessoas”, complementa o ativista.

Linha do tempo

Em 2011, as cidades que participaram foram Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Brasília e Belo Horizonte. À época, o grupo Cadeia Para Quem Maltrata os Animais programou a manifestação pela ocasião do Dia Internacional de Protesto contra Experimentação Animal, 16 de abril. A proposta levou às ruas das cinco capitais manifestantes que procuraram conscientizar a população através de gritos de ordem, cartazes, folhetos e performances que sensibilizavam para a necessidade de abolir o uso de seres vivos não humanos em experimentos científicos, uma vez que já existem pesquisas que se baseiam em análises feitas em computadores e/ou simuladores que substituem métodos arcaicos de pesquisas. Para 2012, 43 cidades brasileiras já confirmaram participação, de norte a sul, além de Portugal, Austrália, United Kingdom – Birmingham, Los Angelis – Califórnia e Argentina – Buenos Aires.
Norah André, responsável nacional do manifesto, relembra com entusiasmo o percurso que foi traçado com a ideia da ação, desde o ano passado até a atualidade. “No ano passado fomos cinco capitais brasileiras. Este ano, faremos muito melhor e maior! A cada dia, mais pessoas se juntam a esta causa; mais cidades se mobilizam nesta luta. Essa livre resposta de adesão é a prova de que ninguém aceita mais o fato de muitos ainda insistirem em destituir e interditar os animais de sua individualidade como sujeitos, tão sujeitos como os indivíduos humanos”, pontua a organizadora.

Vivissecção/Experimentação animal

No Brasil, as faculdades de medicina, medicina veterinária, biologia, psicologia, odontologia, ciências farmacêuticas, enfermagem, dentre outras, possuem aulas práticas onde são utilizados animais vivos. Na vivissecção – cuja origem é atribuída ao médico romano de origem grega, Cláudio Galeno, no século I, DC. – animais são encaminhados vivos para a sala de aula, onde são contidos e anestesiados (nem sempre adequadamente) para em seguida, com a presença do professor e alunos, serem utilizados em diversos experimentos de aprendizagem. Após a prática são sacrificados.
Na Europa e Estados Unidos, muitas faculdades de medicina não mais utilizam animais, nem mesmo nas matérias práticas, como técnica cirúrgica e cirurgia, oferecendo substitutivos em todos os setores. Nos EUA, mais de 100 escolas de medicina (quase 70%) incluindo Harvard, não utilizam animais. Na Inglaterra e Alemanha, a utilização de animais na educação médica foi abolida. Na Grã-Bretanha (Inglaterra, País de Gales, Escócia e Irlanda) estudantes são proibidos, por lei, a praticarem cirurgia em animais.

Sobre Sérgio Greif

Biólogo formado pela UNICAMP, mestre, ativista pelos direitos animais, vegano desde 1998, consultor em diversas ações civis publicas e audiências públicas em defesa dos direitos animais.
Co-autor do livro “A Verdadeira Face da Experimentação Animal: A sua saúde em perigo” e autor de “Alternativas ao Uso de Animais Vivos na Educação: pela ciência responsável”, além de diversos artigos e ensaios referentes à nutrição vegetariana, ao modo de vida vegano, aos direitos ambientais, à bioética, à experimentação animal, aos métodos substitutivos ao uso de animais na pesquisa e na educação e aos impactos da pecuária ao meio ambiente, entre outros temas.

Links sobre a II Manifestação Antivivissecção e Experimentação Animal

- Manifesto redigido por Sergio Greif, em 17/02/2012 – clique aqui

- 1º vídeo informativo:
http://youtu.be/olyMkGAS7Ik

- 2º vídeo informativo:
http://youtu.be/BpHzPoFrgpM

- Blog com textos informativos sobre o tema:
http://contatoanimal.blogspot.com/

- Relação atualizada das cidades brasileiras que integram o evento nacional e internacional:
http://contatoanimal.blogspot.com/2012/02/ii-manifestacao-nacional-anti.html

- Petições e pedidos de assinaturas:
http://contatoanimal.blogspot.com/2012/02/peticoes-relacionadas-vivisseccao-e.html

Fonte: Vale News

Polícia conclui que cadela Mel sofreu acidente, e não maus-tratos

Inquérito encerrado - 31 de março de 2012 às 20:00





(Foto: Reprodução)

O inquérito policial que investigava os possíveis maus-tratos contra a cadelinha Mel foi encerrado esta semana. De acordo com a delegada titular da Decat (Delegacia Especializada de Repressão de Crimes Ambientais e Proteção ao Turista), Suzimar Batistela, depoimentos de testemunhas e laudos médicos comprovaram que a lesão na coluna do animal ocorreu por conta de um acidente.
“A conclusão a que nós chegamos é de que o rapaz acusado pelo irmão não agrediu a Mel. Odepoimento dele entrou em contradição na segunda vez que em que ele foi intimado e também descobrimos que o acusado cuida de outros animais, inclusive um que é surdo e outro que foi atropelado”, explica a delegada.
Segundo a delegada Batistela, testemunhas disseram que o acusado tem cuidado com os seus animais e inclusive os leva frequentemente ao pet shop. “No momento em que saía com o seu veículo, um deles atropelou acidentalmente o animal e por isso ninguém será indiciado”, afirma a delegada.
Por parte da clínica onde Mel se encontra, a veterinária Ana Lúcia Salviato explica que são poucas as probabilidades de ela voltar a andar. Na semana passada, Mel passou por uma mielografia (exame da coluna) e uma cirurgia. “O quadro clínico dela é o mesmo, com pouca probabilidade de voltar a andar. Mas, com o tratamento, a luxação diminuiu e ela está melhorando”, avaliou a veterinária na ocasião.

Caso
Mel foi internada na noite dia 27 de fevereiro e permanece na mesma clínica, na Rui Barbosa, em Campo Grande até o momento. Ela foi levada, segundo a polícia, pelo irmão do acusado, que não deu detalhes sobre o que teria causado a lesão na coluna.
A pena para maus-tratos, segundo a delegada, varia de três meses a um ano de reclusão, podendo ser revertida em prestação de serviços à comunidade.

Fonte: Midiamax

Centro médico da Marinha dos EUA abandona o uso de animais para experimentação

ANDA - Fim da tortura nos laboratórios - 31 de março de 2012 às 6:00

Por Natália Cesana (da Redação)


Foto: Reprodução/GreenMe

Simuladores eletrônicos dotados de alta tecnologia no lugar de ferrets. Esta é a decisão tomada pelo Centro Médico Naval de Portsmounth (NMCP), na Virgínia (EUA), uma das maiores referências da Marinha norte-americana no ensino médico.
Depois de dois anos de insistência por parte de associações em defesa dos animais, o centro substituiu completamente o uso cruel de ferrets no ensino das técnicas de intubação de crianças. Tal prática era marcada pela inserção de um tubo plástico na traqueia dos animais por volta de 10 vezes por sessão, causando sangramento, inchaço, fortes dores e até a morte, por colapso pulmonar.
A notícia foi divulgada por William Beckman, diretor responsável pela formação de pessoal no NMCP. “Todos os exercícios de intubação neonatal previstos para o mês de abril serão cancelados, pois o Centro Médico Naval de Portsmounth não utiliza mas ferrets na formação de pediatrias”, informou.
As associações em defesa dos animais lembram que nos EUA 90% dos programas de formação de médicos pediatrias usam apenas modernos simuladores de crianças e que o NMCP agora se une a tantos institutos que escolheram abolir a cruel e injustificável exploração de ferrets.
“A decisão do Centro Médico Naval de Portsmounth representa que os alunos podem aprender a salvar crianças sem ferir os animais. Os pais querem que o encarregado de salvar a vida de seus filhos tenha recebido a melhor educação médica disponível, e isso envolve simuladores, não ferrets”, falou a vice-presidente da PETA, Kathy Guillermo.
Os ferrets, fornecidos por multinacionais como a Marshall, ainda hoje são animais muito requisitados na anacrônica experimentação animal. Mas graças ao emprego de alta tecnologia de simulação tem sido possível salvá-los e ainda garantir que o médico ofereça um tratamento ‘cruelty free’ e de qualidade aos pequenos pacientes.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Carta de um animal aos seus donos...




"A minha família querida,
Eu gostaria de dizer algumas palavras,mas primeiro de tudo,
quero que você saiba que estou escrevendo da ponte do
Arco-íris.
Aqui eu moro com Deus.
Aqui não existe choro nem sofrimento.
Aqui existe somente o amor eterno.
Por favor não fique triste
Por eu não estar por perto.
Lembre-se que eu estou com você
Todas as manhãs, tardes e noites.
Naquele dia que eu deixei você
Quando a minha vida na terra terminou Deus me pegou no colo, me abraçou
E disse, "Seja bem-vindo".
É bom ter você de volta novamente,
Todos sentiram sua falta.
E quanto à sua família querida,
Eles estarão aqui qualquer dia."
Deus me deu uma lista de coisas
Que Ele quer que eu faça,
E o mais importante da lista
É tomar conta de você.
E quando você estiver deitado na cama
Com as tarefas do dia terminadas,
No meio da noite eu e Deus estaremos perto de você.
Quando você se lembrar da minha vida na terra,
E de todos aqueles anos adoráveis
Que passamos juntos,
Por você ser humano,
Provavelmente vai chorar.
Mas não tenha vergonha de chorar
É bom e alivia a dor. Lembre-se de que não existiriam flores se não existisse a chuva.
Eu gostaria de lhe dizer
Tudo o que Deus planejou.
Mas se eu dissesse, você não entenderia.
Mas de uma coisa eu tenho certeza:
Embora minha vida na terra tenha terminado,
Eu estou mais perto de você
Do que já estive.
Existem pedras no seu caminho
E muitas montanhas para escalar
Mas juntos, nós podemos fazer isto
Um pouquinho cada dia.
Sempre foi a minha filosofia,
E eu gostaria que fosse a sua também:
O que você dá ao mundo,
O mundo lhe dá de volta.
E agora eu estou feliz,
Pois a minha vida valeu a pena.
Sabendo que quando passei na terra
Eu fiz alguém sorrir.
Quando você estiver andando na rua
Pensando em mim,
Eu estarei acompanhando-o apenas um passo atrás
E quando chegar a hora de você ir
Deixar este corpo para se sentir livre.
Lembre-se que você não está indo,
Você está vindo para mim..."

Cão com saúde debilitada fica amarrado oito horas em árvore




O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses de Sumaré) se recusou ontem (29) pela manhã a receber um cachorro da raça rottweiler com a saúde debilitada, segundo o bombeiro Alex Dias.
O animal foi capturado pela Polícia Civil e levado ao CCZ para que o órgão decidisse o que fazer com o cachorro. Como o cão foi recusado, os policiais o deixaram no Corpo de Bombeiros.
Sem ter o que fazer, os bombeiros deixaram o animal amarrado em uma árvore por oito horas, no bairro Casarão. Em nota, o CCZ informou que se trata um cão idoso e com tutor e não um animal de perfil de recolhimento, ou seja, aquele que oferece risco de transmitir doença ao ser humano. No entanto, a Secretaria de Saúde encaminhou ontem o animal para avaliação e internação em clínica veterinária particular.

Fonte: TodoDia

Mais de 150 animais morrem envenenados na Argentina

ANDA - Por Graziella Belliato (da Redação)



Foto: Reprodução/PrensAnimalista 

Pelo menos 150 cães, gatos, gansos, galinhas e perus morreram em um envenenamento em massa que aconteceu em um povoado da província de Buenos Aires.
No povoado de Pirovano, a cerca de 400 quilômetros da capital argentina, pelo menos 150 animais foram vítimas de envenenamento. Cães, gatos, gansos, galinhas e perus apareceram mortos tanto nas ruas como nas casas de seus tutores, o que preocupou os cidadãos, as autoridades locais e do município de Bolívar, ao qual pertence Pirovano. Pedaços de carne de porco, boi e frango que continham o veneno estavam espalhados por todo o local. As informações são da PrensAnimalista.
A matança aconteceu durante a madrugada do último dia 15, quando os animais ingeriram as iscas envenenadas. Após o ocorrido, houve a suspensão das aulas nas escolas do povoado para que fossem retirados todo e qualquer rastro de carne envenenada. Foi, também, realizada uma varredura nas praças de Pirovano e limpeza dos terrenos baldios.
Os funcionários encarregados de recolher os animais assassinados foram instruídos pelos especialistas em toxicologia a enterrá-los em vez de cremá-los.
O prefeito de Bolívar, Eduardo Bucca, se manifestou: “Isto foi concebido e planejado por mais de uma pessoa. Aqui ninguém mata um cachorro. Quem espalha 30 ou 100 quilos de veneno em um povoado sabe bem o que está fazendo e causando. É algo extremamente grave”. Depois acrescentou: “Entre segunda e terça-feira da próxima semana saberemos os resultados da análise do veneno que foi espalhado pelo povoado e que provocou a morte dos animais”.
Os veterinários constataram que os animais morreram por hemorragias internas e destruição do sistema nervoso.

Recado de São Francisco de Assis




"Sei que lágrimas de dor vertem agora dos teus o...lhos.
Pelo dia em que teu amigo cão ou gato se foi, e se afastou de ti e se aproximou de Deus. Todavia, dou-te uma nota feliz neste dia tão triste: jamais Deus teria sido injusto com os animais! Por isso, não importa quem está nascendo ou morrendo, há sempre alguém chamando por ti; alguém precisando de ti, então VIVA! Agora mesmo, neste exato instante em que choras, teu anjo amado segue e evolui... Brilha na imensidão do espaço e volta, manso e feliz ao aconchego das almas! Com tua mania racional, teimas em duvidar, mas nada importa, senão continuar a VIVER!
As hostes dos Anjos e Francisco cuidam das luzes em pêlos e preparam suas patas para uma nova vida. Enxuga teu rosto e acredita! Fizeste a parte que te cabe no mundo...
Um sonho jamais termina num último miado, nem se pode calar os latidos de um dia. Então podemos crer novamente.
VIVA! É que o Criador que adora suas crias!
E deixa que elas permaneçam sempre vivas na memória dos que ficam... Elas cumpriram com o seu Divino mandato."

Camarões se torna palco de massacre de elefantes

ANDA - Barbárie - Por Lobo Pasolini (da Redação)



Foto: IFAW


Um press release lançado pela ONG de proteção animal International Fund for Animal Welfaretraz informações tristes: o massacre de elefantes e outros animais por seu marfim e peles, tem crescido, graças a demanda na China.Recentemente uma mega operação aconteceu em Camarões , onde estima-se que em apenas uma semana 500 elefantes foram mortos. O vídeo feito pela Sky News mostra alguns bebês elefantes que ficaram órfãos por causa do tráfico de marfim. Trata-se de uma operação de guerra e esses animais são os seus refugiados.
A IFAW também está fazendo uma campanha educativa na China, onde existe uma concepção deturpada da origem do marfim, que traduz para o chinês como ‘dente de elefante’. Por isso muitos chineses pensam que o marfim é um dente que caiu do animal. A IFAW está fazendo uma campanha para mostrar que o marfim vem de um elefante morto e conseguiu colocar o tema como assunto de uma prova de qualificação de alunos secundários, tendo atingido três milhões de jovens.

Falácia de redução ao radical

ANDA - Escrita Libertária - Robson Fernando de Souza



Introdução e definição

É frequente ver ideias filosóficas dotadas de coerência e senso ético e ações sustentáveis sob o ponto de vista científico sendo preteridas pela maioria das pessoas simplesmente porque elas acham tal ideia ou ação algo “radical”. Comete-se nisso uma falácia lógica que, apesar de ser usada tão corriqueiramente e há tanto tempo – pelo menos, presumo, desde a época do Iluminismo –, ainda não foi oficialmente incorporada aos catálogos de vícios a serem evitados em argumentações.
É o que eu chamo de falácia de redução ao radical ou redução ao extremismo ou Reductio ad Extremum. É semelhante à falácia do apelo ao ridículo, no que tange a desdenhar argumentos sem refutá-los racionalmente, e consiste na seguinte estrutura lógica:

X é radical.
Logo, X é necessariamente falso/errado/absurdo.

Que pode variar sob as formas de:

Eu considero X radical.
Logo, X deve ser falso/errado/absurdo.

X não é radical.
Logo, X está certo.

X é radical.
Y não é radical.
Logo, Y é superior a X.

Considere-se para esta falácia a seguinte definição de radical, conforme o Dicionário Aurélio: “que não é moderado, que prega o radicalismo ou age com radicalismo, ou que revela radicalismo, inflexibilidade; radicalista”.
Nem tudo que é radical é absurdo.
Embora a sociedade atual preze, em seu paradigma social, por ignorar e desdenhar ideias consideradas radicais, tendentes à inflexibilidade, nem tudo aquilo que tem aspectos de radicalismo é necessariamente absurdo. Aliás, várias ideias que essa mesma sociedade pensa, segue ou vive são de fato radicais e inflexíveis, e nem por isso são automaticamente consideradas absurdas, falsas e erradas. São os casos de:
a) Os Direitos Humanos: Poucas pessoas hoje em dia nas sociedades ocidentais cogitariam flexibilizaros Direitos Humanos para qualquer propósito. Para centenas de milhões de pessoas, é impensável abrir mão de direitos como os à vida e à liberdade, o de não sofrer tortura e o de não ser submetido à escravidão. Toda essa população não aceitaria desistir voluntariamente de quaisquer desses direitos, nem que fosse para garantir a segurança da coletividade. Assim sendo, pode-se considerar os Direitos Humanos algo defendido com radicalismo mesmo por aqueles que se dizem politicamente moderados.
b) A democracia: Nas sociedades regidas pela democracia liberal, é extremamente difícil um candidato majoritário que defenda a suspensão da democracia e do Estado de Direito e a implantação de um Estado policial autoritário ser eleito pela maioria dos cidadãos. Democracia, ainda que defendida sob formas diferentes a variar da representativa à propriamente direta, é algo que geralmente não se pensa em abrir mão, de se flexibilizar em nome de um suposto “bem maior”. Portanto, também podemos ver a defesa da democracia no senso comum como uma defesa radical e fechada a retrocessos.
c) Oposição à dominação estrangeira: Seja antimilitarista ou simpatizante da existência de forças armadas, quase ninguém aceitaria de bom grado ver seu país sendo militarmente invadido e subjugado por um país agressor. Mesmo nas democracias ocidentais, é bastante difundida a ideia de que uma hipotética dominação estrangeira traria opressão e supressão de direitos e deveria ser inegociavelmente combatida, mesmo que isso custasse a vida de militares e civis armados. E nem por isso tal pensamento é desdenhado por essas sociedades como radical, pelo contrário.
Há outras ideias radicais que também são dotadas de uma coerência perceptível à maioria das pessoas, mas por sua vez são desdenhadas por não dizerem respeito diretamente à vida delas. São correntes filosóficas baseadas na empatia sincera e praticamente incondicional, como o vegano-abolicionismo e a Ecologia Profunda. Neste artigo, porém, me restrinjo a falar da aplicação daReductio ad Extremum à negação da lógica do veganismo e da salutaridade do vegetarianismo estrito.
Vegano-abolicionismo, vegetarianismo estrito e a redução ao radical
Deixa-se muito a entender, na argumentação de carnistas, que o veganismo e o abolicionismo animal são radicais e, por isso, não são dignos de aceitação. Fala-se bastante que “o ideal é o equilíbrio” e que tudo aquilo que esteja longe do centro deve ser evitado. Essa falácia de redução ao radical também é usada para rejeitar a sustentabilidade fisiológico-nutricional do vegetarianismo estrito.
Começo pelo caso da alimentação sem derivados animais. Entre leigos e nutricionistas carnistas (que não tiveram uma formação decente em Nutrição Vegetariana e Vegana), é dominante a ideia de que se deve evitar tanto o extremo de comer apenas carnes como o de não ingerir nada de origem animal. O motivo seria de que não fazem bem à saúde.
Porém o vegetarianismo estrito, conforme relatórios como o da American Dietetic Association e o elaborado em conjunto entre a ADA e a Dietitians of Canada e a página do Physicians Committee for Responsible Medicine, é saudável para todas as faixas etárias e tão possível quanto o próprio onivorismo nas sociedades modernas, mesmo negando incondicionalmente a ingestão de alimentos de origem animal.
Refutar a sua sustentabilidade fisiológica vai muito além de meramente preteri-lo por ser radical em comparação ao onivorismo ou julgá-lo “radical, logo errado” mediante evidências anedóticas desfavoráveis. Exige sim a superação metodológica das pesquisas favoráveis à alimentação sem animais e a exibição de provas científicas peer reviewed de que ela representaria intrinsecamente uma ameaça à saúde humana e, logo, não seria segura para algumas ou nenhuma faixa etária.
Em relação ao veganismo e ao abolicionismo animal, a redução ao radical consiste basicamente em negar a lógica de ambos, por terem algumas diferenças muito fortes em relação ao paradigma moral hoje dominante, baseado no antropocentrismo e na dicotomia “humanos X outros animais”, e por reivindicar inegociavelmente a abolição da exploração animal – em oposição ao moderado bem-estarismo, o qual aceita um meio termo entre a escravidão explicitamente cruel de animais e a libertação dos mesmos.
Curiosamente, o vegano-abolicionismo é preterido como radical mesmo tendo bases filosóficas muito semelhantes às utilizadas pelos abolicionistas humanos dos séculos 18, 19 e 20 e pelos defensores dos Direitos Humanos, havendo como grande diferença apenas o parâmetro majoritário de consideração moral – no caso dos Direitos Humanos, as diversas semelhanças entre todos os seres humanos e, no dos Direitos Animais, a senciência.
Portanto, é um contrassenso esnobar o abolicionismo animal e a práxis vegana como sendo radicalistas ao mesmo tempo em que se defende incondicionalmente que todos os seres humanos devam possuir os mesmos direitos fundamentais. Fica evidente o caráter seletivo da falácia de redução ao radical nesse sentido: para seus usuários, as radicalidades que os beneficiam diretamente podem e devem ser aceitas, mas aquelas que beneficiam profundamente não a eles próprios, mas sim a outros seres, não devem. Isso torna a estrutura lógica do Argumentum ad Extremum indefensável pelas vias da razão.
Considerações finais

Com este artigo, espero acrescentar ao conhecimento público mais uma falácia lógica, muito usada mais ainda não catalogada nos tratados de Lógica Argumentativa. Desmascarar esse vício argumentativo será muito útil para o fortalecimento da defesa de ideias que, mesmo não tendo apontadas em si falhas, incoerências e absurdos éticos, acabam esnobadas no senso comum por seu caráter radical, por sua proposta de afetar profundamente os valores da sociedade e fazê-la abandonar por completo formas socioculturalmente arraigadas de opressão.
Não nego aqui, porém, que há ideologias radicais, especialmente no campo político, que realmente possuem um caráter nocivo, no que tange a suprimir direitos, promover desigualdades, ameaçar a integridade física de pessoas inocentes e incitar a violência como práxis.
Mas elas devem ser desacreditadas na base da dialética, da exposição de suas falhas lógicas e factuais e disparates ético-morais. Preteri-las como “radicais, logo inválidas” não vai fazer frente à ameaça que representam ao bem comum, mas sim acabam reforçando em seus pensadores e seguidores crenças como “Este povo ainda é tolo demais para compreender os desígnios do nosso Deus” (no caso de religiosos fundamentalistas) ou “A sociedade ainda é alienada demais para entender que só haverá justiça social quando os ricos forem exterminados e for instaurado um governo de inspiração stalinista” (num caso hipotético de extrema-esquerda autoritária).
Em outras palavras, sejam autoritárias ou libertárias, opressoras ou antiopressoras, as ideologias e práticas dotadas de radicalidade devem ser julgadas com as faculdades da razão, não com a falácia de redução ao radical. Tratadas da forma devida, poderão ou ser denunciadas como abusivas e perigosas ou nos revelar a real necessidade de mudar muitos dos valores hoje tratados como normais.

O espírito de guerra não nos serve mais

ANDA - Educação e Desenvolvimento – Henri Kobata




Por que estamos sempre preparados para a guerra se queremos a paz? Se gostamos tanto de amar, e não tenho razão de duvidar que a maioria de nós deseja isso, por que nos entregamos tão facilmente ao ódio que consome o nosso espírito?
É que valorizamos a guerra. Aprendemos que a capacidade de lutar é uma qualidade absoluta. Por isso costumamos dizer que uma pessoa que vence grandes obstáculos é guerreira na vida.
É apenas uma questão de escolha da palavra? Questão semântica? Ser guerreiro poderia ser dito lutador? Ou um batalhador? Um combativo? Qualquer que seja a palavra, todas têm o mesmo sentido, o de vencer algum confronto.
A ação de deslindar uma situação adversa poderia não ser encarada como uma batalha, não ser comparada a uma guerra. Por que não chamá-la de desafio? Melhor ainda, de dificuldades?
Mas essas palavras não são as preferidas. Talvez porque desafios e dificuldades não sejam tão emocionantes. Faltam explicitar inimigos. Não evidenciam que existem pessoas a serem combatidas e que se sentirão derrotadas. Elas parecem ser batalhas menores.
Sabe por que estou falando sobre tudo isso? Porque outro dia vi uma manifestação em defesa dos animais e do vegetarianismo. A população se mantinha à distância tamanha era a violência do discurso. Não se estava buscando explicar a razão daquele movimento. Os manifestantes falavam em um tom como se todos ali fossem inimigos. Todos culpados.
Queremos cooptar as pessoas para uma causa que tem como conceito a não-violência, o respeito aos seres vivos e o convívio com a natureza, destruindo tudo o que é contrário ao que acreditamos?
Não se destrói milhares de anos de hábitos e costumes. O desenvolvimento tem como base a compreensão da história, a consciência dos tempos e a alegria da construção. E isso decorre num cenário de paz e de aprendizado, jamais de guerra de devastação.
O primeiro passo é a conquista da serenidade e da paz pessoal dos que lutam por uma causa tão pertinente para os dias de hoje. Claro que pela educação que recebemos temos mais forças quando estamos numa guerra, quando imaginamos que estamos diante de um inimigo. Mas o que vivemos hoje é mais do que uma guerra que tanto conhecemos. É uma construção até hoje desconhecida que exige um novo tipo de diálogo, uma linguagem inspirada em um novo tempo. A guerra já não nos serve.
Isso é complicado? É sim, muito complicado. Mas a alegria não está em construir uma nova relação entre todos os seres vivos?

Páscoa: chocolate sempre ao leite e coelhos fofos e dentuços

ANDA - Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno - 30 de março de 2012 às 0:41




Então agora foi dado o start para as pessoas se agitarem na freqüência ‘Páscoa’. A maioria aí sequer explicaria sem gaguejar o que diabos está comemorando, ou recordando, ou celebrando, mas entra na fila assim mesmo. O brilho do papel laminado dos ovos de Páscoa, as sorridentes demonstradoras nos supermercados, os indígenas no Centro vendendo cestas – made in China – e coelhos dentuços desenhados por toda a parte. Traduzindo para o especismo, aperta-se o pedal do acelerador na indústria leiteira, já que a humanidade precisa cumprir seu dever cívico de comer chocolate ‘ao leite’. Apenas chocolate não seria tão divertido, mesmo que o gosto de um chocolate totalmente vegetal não seja diferente. Mas a prova de afeto familiar passa pelo kit ovo-papel-laminado-cesta-coelho-chocolate… ao leite. Longe das vistas de todos, e com portas abertas apenas para a visitação eventual de algum representante da Imprensa submissa, que só vê ali um negócio indo bem ou indo mal, mas jamais exploração animal, que loucura pensar isso!
Isso quando nenhum gênio resolve distribuir coelhos às crianças. Às vezes cai um raio na cabeça de diretor de escola, professora, empresário etc., e dá-lhe coelhos fofos e dentuços sendo encomendados. O que me faz lembrar de uma passagem da infância.
Um ‘vale-coelho’. Eu tinha seis ou sete anos, e morava em Curitiba. Era Páscoa, e algum shopping da cidade – na época dizia-se ‘centro comercial’ – resolveu ENCOELHAR as crianças. Havia um cercado com dezenas deles, então trocava-se por um ticket, não lembro se do estacionamento ou o quê, e um funcionário pegava algum pelas orelhas e entregava à criança. Lembro até hoje do tiozinho pegando um e me entregando – depois, eu leria que ‘não se deve pegar um coelho pelas orelhas’, e essa observação ficou reverberando na minha cabeça infantil. O coelho, todo branco, mexia o nariz rapidamente e fazia cocô pela casa toda. Logo, meus pais deram o coelho para um vigilante do banco onde meu pai trabalhava, que tinha sítio e “o Quik-quik poderia viver melhor”. Não tenho certeza se o nome do coelho era Quik-quik. Antes que eu pudesse pedir para visitá-lo, foi atacado por abelhas e morto a ferroadas. Essa foi a história que eu ouvi, da qual só fui duvidar anos mais tarde.
O fato é que era moda dar coelhos, pintinhos e peixinhos como se dão, hoje, ecobags, fôlderes e adesivos.
Dois ou três anos depois, eu estava em um jantar ‘de Páscoa’, e como decoração havia um coelho no meio do salão, em cima de uma mesa, dentro de uma gaiola que não permitia movimentos. Ninguém achava aquilo estranho, afinal quem promoveu o jantar pensara até nisso, claro. Aí umas crianças da minha idade, ou menos – mentalmente, entediadas de correr pelo salão, pegaram talhares e… começaram a espetar o coelho, que sequer podia se mexer. Minha mãe, futura protetora, viu a cena e foi lá tirar as crianças, e depois foi xingar algum adulto. Eu ia fazendo anotações mentais disso tudo, e ao chegar na vida adulta pude me libertar de datas, obrigações, jantares de trabalho, compras de última hora, papel laminado e… coelhos fofos e dentuços.

A hora de abrir a porta da geladeira ou ‘Animais-figurinhas-raras’

ANDA - Vanguarda Abolicionista - Marcio de Almeida Bueno




“É chegada a hora da reeducação de alguém / Do Pai, do Filho, do Espírito Santo / Amém / O certo é louco tomar eletrochoque / O certo é saber que o certo é certo / O macho adulto branco sempre no comando”
(Caetano Veloso, em ‘O Estrangeiro’)


Então as pessoas aprenderam na tenra infância – e depois, ao longo da vida, são incapazes de contestar – que tudo está compartimentado, que cada certeza vem com uma etiqueta própria, a tag correspondente na indexação da vida. Ai do aluno que não desenhar corretamente a pirâmide alimentar na prova de Ciências, com porquinho, prato de arroz e feijão, frutas, manteiga e tal. Tudo de forma hierárquica à moda da escola-igreja-família. Aquela é a resposta certa, e nem todos têm um rap na ponta da língua para tentar, ao menos tentar, questionar o que está vindo de cima, containers de decretos chovendo sobre nossas cabeças.
Nisso, dizer que não consome produtos de origem animal, não usa sapato de couro, não dá chinelada em barata, não faz aquilo outro, é bater de frente com um pensamento já bem cimentado na cabeça da maioria. Que, vá lá, acha um horror que alguém mate um cachorrinho a chutes ou dê arpoadas em uma baleia, tadinha, mas segue a vida no trator eterno das certezas. Vai deixando suas marcas por onde passa, e a dor é nos outros, nos inferiores, menores, indefesos e domesticados, um horizonte de seres invisíveis.
De outra sorte, essas certezas engatilhadas e prontas para disparar é que colocam alguns animais – e bota ‘alguns’ nisso – como figurinhas raras a completar o álbum do conservacionista, o filatelista ambiental, o numismata da natureza, o que se preocupa com a biodiversidade como se fosse TOC. Aquela coisa de ‘preciso tocar em cada poste pelo qual passar’, mas aplicado a não humanos – exceto os da pecuária, que são saboreados com bom gosto e sem peso algum na consciência, na hora de palitar os dentes e chupar discretamente os fiapinhos.
O que traz a desgraça do nosso amigo peixe, ao qual se aplicam as mais risíveis lendas urbanas – ‘não sente dor’, ‘tem consciência coletiva’, ‘não é carne, é fruto do mar’ – para que o cidadão autodeclarado consciente e conhecedor do mundo possa comer aquele filezinho sem grilo, com umas gotas de limão po cima, e talvez uma casquinha de siri como acepipe. A raiz bíblica, suponho, que colocou o nosso amigo peixe nessa situação ímpar, explicita o caráter de autossugestão necessário para que nenhum sininho dispare na consciência de quem se refestela, à mesa, com dor, escravidão e/ou morte de outros animais, lá longe e fora do alcance dos sentidos.
Hierarquicamente abaixo de si, claro.
E no momento em que um monólogo/diálogo se inicia visando ao esclarecimento de pontos como esse – de como os não humanos estão fora do círculo de significação moral, como até outros humanos estiveram, historicamente – a reação das pessoas ainda vai do estranhamento incrédulo ao deboche desconcertado, como se estivesse diante de um doido, em pleno desvario, soprando bolhas de sabão de informações absurdas. Tudo é normal para quem não se habitua a questionar, sendo anormal a pergunta fora de hora, a opinião não desenhada com régua e compasso. E essa fórmula toda que o sistema lhe apresenta é algo natural, tradicional, mesmo que azeitada com a opressão de bilhões – somente em Corumbá/MS são 2 milhões de ‘cabeças’ de gado, aguardando o apetite de famílias humanas, a hora de abrir a porta da geladeira.