quinta-feira, 19 de abril de 2012

Filipino alimenta e cuida de águia em extinção

Ajuda para salvar a espécie - 19 de abril de 2012 às 18:40


Falcão (Foto: STR/ AFP)

Um filipino alimenta e cuida de uma águia para ajudar a salvar a espécie ameaçada de extinção nesta sexta-feira no PEF (Eagle filipino Foundation), localizado no centro da cidade de Davao, nas Filipinas.
O centro tem o objetivo de ajudar a aumentar a conscientização e apoio à espécie para a sobrevivência do patrimônio nacional do país.
Segundo a PEF, versões de teste são cruciais para aumentar a população de águia decrescentes na natureza. O local também pesquisa sobre o comportamento da águia em seu habitat natural com o intuito de saber o motivo dos pássaros morrerem nas selvas.

(Foto: Str/ AFP)

Fonte: Band

Graças a campanha, cadela é salva do corredor da morte

Uma nova chance/EUA - 19 de abril de 2012 às 6:00

Por Roberta Oliveira (da Redação ANDA – EUA)

Foto: Reprodução/Daily Mail

A vida de uma cachorra mestiça de pit bull foi um pesadelo no corredor da morte para cães por mais de um ano. Um juiz absolveu a cachorra na segunda-feira e concordou em mantê-la viva.
Agora Prada, uma cachorra de 4 anos que inspirou milhares de pessoas no mundo todo a assinarem uma petição para salvar sua vida, pode virar estrela do canal Animal Planet.
Prada foi considerada “agressiva” e sentenciada a ser sacrificada, após escapar do lar de seus tutores e abordar vários cachorros, em um bairro de classe nobre em Nashville, Tennessee, EUA, em janeiro de 2011. Geralmente não demora muito para cães serem sacrificados, mas a sua tutora enfrentou uma batalha judicial demorada, jurando nunca parar enquanto não salvasse sua cachorra.
Nicole Andree, uma agente imobiliária de 35 anos que resgatou Prada quando ela tinha 4 semanas de idade, pediu ao juiz que poupasse a vida da sua companheira, se ela concordasse em enviá-la ao Centro de Resgate Villalobos, em Nova Orleans. O centro de resgate é apresentado no reality show “Pit Bulls and Parolees,” que mostra o cotidiano de pessoas em liberdade condicional e cães abusados, trabalhando juntos, para que pessoas e cães sejam reabilitados.
Nicole disse que não se importaria em dar sua cachorra, se isso fosse necessário para salvar sua vida. “Eu só quero que ela viva.”
Ela disse que Prada estará nas boas mãos de Tia Torres, responsável pelo Centro de Resgate Villalobos.
Enquanto ela se diz aliviada por sua cachorra, Nicole disse que a batalha legal, e não saber se sua cachorra iria viver ou morrer, foram fatores devastadores para ela e sua família. O pai de Nicole morreu de um ataque cardíaco fulminante no domingo de Páscoa.
“Todo esse estress matou meu pai,” ela disse enquanto chorava.
Nicole disse também que sua cachorra sofreu preconceito por que é mestiça de pit bull.
A cachorra foi sentenciada à morte em três processos diferentes, após promotores de Nashville alegarem que Prada representava um perigo à sociedade. Nos documentos dos processos, eles expressam sua preocupação de que a cidade poderia ser processada caso Prada atacasse outro cão ou humanos.
Nicole lançou uma campanha virtual para salvar Prada, que inspirou mais de 11 mil pessoas a assinarem a petição pedindo que o governador do Tennessee, Bill Haslam, perdoasse Prada. Mas o governador, através de um porta-voz informou que esse assunto era relativo à cidade e não poderia interferir.
Após investigar o Centro de Resgate Villalobos e conversar com Tia Torres, oficiais determinaram que a proposta de Nicole era a solução apropriada para o caso. Prada será transferida para o centro em duas semanas, onde deverá permanecer o resto da vida.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Feira de adoção de animais na Cinelândia/RJ acontece amanhã (19/04)

Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

Por: Juliana Castro

Foto: Arquivo Notícia Animal

Toda semana a Secretaria Especial de Promoção e Defesa dos Animais (SEPDA) realiza uma feira de adoção em diferentes regiões da capital do Estado do Rio de Janeiro. Amanhã (19/04), a campanha acontecerá na região do entorno da Praça Floriano (Cinelândia), no centro do município, das 10 às 15 horas.
O objetivo da campanha "Adotar é o bicho" é buscar um novo lar para animais que foram vítimas de casos de abandono ou maus-tratos. A adoção é realizada com termo de responsabilidade e só pode ser feita por maiores de 18 anos com documento de identidade e comprovante de residência.
Os cães e gatos adultos disponíveis para adoção na campanha já são esterilizados. Já os filhotes, ainda não passaram pelo procedimento cirúrgico, mas já são pré-agendados para a castração em qualquer uma das nove unidades da Secretaria. Mais informações:http://www.rio.rj.gov.br/web/sepda.

Em caso de chuva, a campanha poderá ser cancelada.

Fonte: Agência Notícia Animal

Chumbinho, um doce brutamonte mau tratado

Quarta, 18 Abril 2012 17:27 


Um caso emocionante que sensibilizou toda equipe do Planetvet. Dia 16 de abril, segunda-feira, a equipe do Planetvet acompanhou a delegacia de proteção aos animais de Campinas até um ferro velho, onde fomos surpreendidos por um caso de maus tratos grave.
Dois animais viviam no local, porém um deles, Chumbinho, um mestiço de fila, estava coberto de carrapatos, mal levantava, pele e osso. Até que ponto chega o ser humano? O cinegrafista do Planetvet ainda ouviu o proprietário dizer que os cães estavam dando muito gasto e que iria doá-los.
Chumbinho foi prontamente socorrido e levado para o Centro Clínico Veterinário do Planetvet, onde passou por um banho, está sendo medicado e foram eliminados os carrapatos.





O hemograma acusou uma anemia grave e doença do carrapato. O animal precisou de transfusão e seu estado é crítico. O que foi mais chocante para toda equipe é que apesar do tamanho, Chumbinho é um doce, procura por carinho o tempo todo e tem um olhar tocante. Os casos de maus tratos tem aumentado e constantemente chocado os amantes de animais.
Este é mais um absurdo ocorrido na cidade de Campinas e esperamos que o responsável, ou melhor, irresponsável seja duramente punido.


Acompanhe na próxima semana o vídeo com toda história de Chumbinho.

Fonte: PlaneTVet

Câmeras flagram onça parda ‘passeando’ no estacionamento do STJ



Sem habitat - 18 de abril de 2012 às 14:00

Foto: Reprodução / Youtube

Uma onça suçuarana jovem, conhecida também como onça parda, de aproximadamente 40 quilos, foi vista andando bem próximo aos carros, no estacionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, ontem, 17.
Agentes da Polícia Ambiental, biólogos e veterinários do zoológico de Brasília tentaram capturar o animal, que conseguiu se esconder no mato por conta da chuva que caiu na região, segundo o zoo.
As buscas foram retomadas nesta quarta-feira, com a ajuda de agentes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Uma armadilha será colocada próxima à região para tentar capturar o animal, que deverá ser levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres do Ibama, onde será avaliado. Segundo o zoo, se o animal necessitar de cuidados, será encaminhado para a área veterinária do zoológico, para depois ser devolvido à natureza.

Veja o vídeo:

http://www.youtube.com/watch?v=2j4qCvenJR8&feature=player_embedded

Fonte: G1

Cachorro morre após sofrer queimaduras em pet shop

Inglaterra - 18 de abril de 2012 às 14:40

Cachorro morre queimado em máquina que iria secá-lo após banho em pet shop (Foto: Reprodução/The Sun)

Segundo o jornal britânico ‘The Sun’, um cachorro da raça cocker spaniel teve um fim trágico em um pet shop da Inglaterra. O animal, conhecido como Trudie, sofreu queimaduras e ferimentos internos após ser colocado em uma gaiola e posto para secar em uma máquina de calor por cerca de 20 minutos.
Jo Taylor, que administra o pet shop, correu com o cachorro para um veterinário ao perceber as queimaduras, mas o cão não resistiu e teve que ser sacrificado.
O dono do estabelecimento foi apenas multado em 350 libras por causar sofrimento desnecessário a um animal.

Fonte: BOL Notícias

Mais de 400 tartarugas são encontradas em malas

Bangladesh - 18 de abril de 2012 às 15:00

As tartarugas encontradas, algumas de espécies ameaçadas de extinção, têm valor estimado de US$ 35 mil (R$ 65 mil) no mercado negro (Foto: AFP)

Autoridades aduaneiras de Bangladesh apreenderam mais de 400 tartarugas, encontradas em malas que tinham a Tailândia como destino. Após uma denúncia, funcionários do aeroporto de Daca abriram a bagagem de dois passageiros que estavam voando para Bangcoc.
As tartarugas encontradas, algumas de espécies ameaçadas de extinção, têm valor estimado de US$ 35 mil (R$ 65 mil) no mercado negro, já que são populares como animais domésticos e sua carne pode ser utilizada na medicina oriental.
Duas pessoas de nacionalidade indiana foram presas após o incidente. Acredita-se que os animais tenham saído da Índia. Segundo ativistas, Daca tem sido cada vez mais usada como rota para o transporte ilegal de animais selvagens.
No ano passado, autoridades na Tailândia encontraram centenas de tartarugas e crocodilos em uma mala que chegou em um voo vindo de Bangladesh.

Fonte: Terra

Ex-funcionário de resgate da fauna relata crimes ambientais em lago de Usina em RO

Milhares de animais morreram afogados - 18 de abril de 2012 às 16:20

Bicho preguiça fotografado e retirado do enchimento do lago da Usina Santo Antônio no Rio Madeira em Rondônia (Foto: Reprodução)

O suposto crime ambiental provocado com o enchimento do reservatório da Usina Santo Antônio no Rio Madeira em Rondônia, quando milhares de animais silvestres morreram afogadoschocou a opinião pública. O Consórcio Construtor, liderado pela Construtora Norberto Odebrecht, diz que não foram aos milhares mortos e sim, “apenas” cerca de 500 exemplares da fauna amazônica que pereceram.
O denunciante que trabalhava no resgate em áreas alagadas, conversou com o Rondoniaovivo, e relatou diversas irregularidades na questão ambiental da Santo Antônio Energia. Primeiro, foi detectado que o socorro demorou a chegar. Segundo o ex-funcionário, principalmente nas ilhas do Rio Madeira, como a Ilha do Búfalo, o extermínio foi em massa, com a morte de Bichos Preguiça, sapos,Tatus, Pacas, Cotias e outros animais silvestres. E ali mesmo apodreceram. O fedor de carniça ia longe segundo o ex-trabalhador da empresa contratada, que também afirma que para “abafar” o caso, foi suspenso o trabalho de resgate.
O Procurador da República Heitor Soares do Ministério Público Federal já solicitou as imagens e deve iniciar um procedimento investigatório. O IBAMA ainda não se pronunciou. O denunciante disse que os zelosos fiscais do IBAMA sobrevoaram de helicóptero a região atingida, mas não entraram de barco embaixo do tapete verde da selva pata atestar a qualidade do trabalho de resgate, onde abaixo das copas de centenárias árvores, milhares de animais morriam afogados.
Peixes mortos

Outro crime ambiental foi em relação aos peixes. Segundo denúncia, no período de enchimento do lago, no Rio Jatuarana e outros igarapés próximos que deságuam no Rio Madeira, milhares de peixes morreram. Funcionários que faziam o resgate da fauna foram remanejados para “juntar” os peixes mortos. Foi um trabalho de urgência, que utilizou funcionários da YKS e Ornellas para “enganar o IBAMA”, que tinha um sobrevoo marcado na região.
Outro lado

A empresa em nota emitiu a seguinte declaração:

“O Programa de Resgate de Fauna da Santo Antônio Energia, previsto no Projeto Básico Ambiental da concessionária, antecedeu todas as etapas de construção da UHE Santo Antônio e a formação do reservatório.
Durante as fases de enchimento do reservatório (de 16 de setembro de 2011 a 23 de janeiro deste ano) e do rescaldo (trabalho de resgate mais detalhado, que durou até 3 de março, pós- período de enchimento do reservatório,) foram encontrados pelas equipes de resgate 25.517 animais na região de influência da Usina Hidrelétrica Santo Antônio.
Deste total de animais resgatados, 24.952 indivíduos (que correspondem a 97,7%) foram devolvidos saudáveis ao meio ambiente, 0,17% foram encaminhados para extração de veneno, 0,2% continuam em tratamento médico veterinário e 1,8% vieram a óbito. Alguns animais mortos foram encaminhados para universidades para serem utilizados como material de ensino e pesquisa, outros foram recolhidos e levados para local apropriado.
Participaram das operações de resgate e rescaldo mais de 100 profissionais entre veterinários, biólogos, tratadores, auxiliares e equipe de apoio. A estrutura para os trabalhos envolveu 32 barcos e dois pontos de apoio com ambulatório para atendimento médico veterinário, mini-centro de estudos e viveiros. Os profissionais contaram também com a estrutura do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), o maior do país, construído pela Santo Antônio Energia no campus da Unir.
Em nenhum momento as ações do Programa de Resgate de Fauna da empresa foram suspensas. No dia 3 de março as ações foram concluídas com 97,7% de sucesso na reintrodução de animais ao meio ambiente. A partir dessa data a Santo Antônio Energia iniciou com equipe própria o monitoramento e eventual resgate na área do reservatório. Todas as atividades foram e continuam sendo acompanhadas pelo Ibama por meio de relatórios periódicos e visitas de auditoria em campo”.

Vaca baleada passa bem após sofrer cirurgia, em Ibaiti (PR)

Crime de maus-tratos - 18 de abril de 2012 às 17:00

Vaca foi baleada por pistola 380 (Foto: Informe policial)

Uma vaca passou por uma operação, nesta terça-feira (17), após ser baleada, no distrito de Euzébio de Oliveira em Ibaiti (134 km de Londrina), no PR. Ela teria ficado no caminho de um motorista que tentava levar um familiar ao médico e pagou por atrasar a consulta.
Segundo informações do portal Informe Policial, o animal foi atingido pelo tiro no último sábado (14). O autor do disparo teria sido um homem, chamado Marlon, que se desentendeu com o tutor da vaca, Luiz Aparecido Teixeira, 46 anos.
Marlon contou à Polícia Militar que Teixeira sempre deixa os animais soltos no período da noite. Neste sábado, ele teve uma emergência médica e teria atirado contra o animal para que ele saísse de sua frente.
A Polícia Civil já abriu inquérito para investigar o caso e também apura a denúncia de matança de animais para o consumo, na região.
A vaca foi operada pela veterinária Priscila Cambaúva, mas o projétil de pistola 380 não foi encontrado. A profissional acredita que o próprio organismo do animal possa ter expelido o objeto, já que o tiro foi dado há três dias.

Com informações de o diário

Nota da Redação ANDA: Espera-se o cumprimento da lei, e que, portanto, o autor do(s) disparo(s) seja punido com rigor, conforme pena prevista para quem pratica crime de maus-tratos animais, descrita na lei 9605/98, art. 32.

Polícia encontra macaco e 5 aves explorados para venda, em Sorriso (MT)

Crime ambiental - 18 de abril de 2012 às 17:20


Um homem foi preso, esta manhã (18), acusado de crime ambiental, em Sorriso (MT). Uma denúncia anônima levou policiais civis até uma residência, localizada na rua Laudicéia, no bairro Fraternidade, onde foram encontrados um macaco e cinco aves, entre elas papagaios, além de 11 gaiolas.
A denúncia consta que o homem era acusado de comercializar os animais silvestres no município. Ele nega a venda a prática do delito. No entanto, deverá responder por crime ambiental. Não foi informado o destino dos animais apreendidos.
A Polícia Civil não revelou nome e nem a idade do acusado. Ele foi levado para a delegacia, onde serão tomadas as demais medidas cabíveis.

Fonte: Só Notícias

Idosos procuram cachorra levada em assalto

São Caetano do Sul/SP - 18 de abril de 2012 às 18:00


Os hematomas, as marcas pelo corpo e as dores da violência que sofreu não são as piores lembranças que a professora Bernadete Souza, 65 anos, leva após o roubo que sofreu em casa no dia 5, em São Caetano (SP). Desde então, a residência, no Jardim São Caetano, ficou mais triste. A cadela, da raça schitzu, de 2 anos, foi levada pelos criminosos.
“Se me devolverem a cachorra, eu esqueço tudo”, disse o marido, o aposentado Roberto da Silva, 63. Após o ocorrido, o casal tem dificuldades para dormir, não come direito e usa boa parte do seu tempo para fazer campanha pela cidade atrás de informações do animal.
Encontrar Wendy, como batizaram a mascote, seria a única forma de amenizar a manhã de terror que viveram. Na véspera da Páscoa. três homens invadiram a casa armados com pistolas automáticas e faca. Bernadete e Roberto levaram tapas e pontapés, foram ofendidos e tiveram R$ 1.000 roubados, além de jóias e outros bens.
“Só restava a mim, no momento, torcer para eles não puxarem o gatilho”, lembrou Bernadete, com saudades da cadela. “Era a alegria da nossa casa. Espero apenas que ela esteja bem cuidada onde estiver.”

Fonte: Diáro do Grande ABC

Ativistas protestam em frente a hospital onde rei espanhol está internado

Apelo contra a caça - 18 de abril de 2012 às 6:00

Por Natalia Cesana (da Redação ANDA)

Foto: Reprodução/Trust.org

Ativistas em defesa dos animais protestaram do lado de fora do hospital onde o rei da Espanha Juan Carlos segue internado, segurando imagens onde era possível ler “Vítimas da caçada real” e “Pelo fim da caçada”, informou a Reuters.
Alguns manifestantes pediram que o rei renuncie ao cargo de presidente honorário do World Wildlife Fund espanhol após ter vazado a informação de que ele participou de uma caçada a elefantes durante viagem à África.
A viagem do monarca a Botswana na semana passada só foi revelada quando ele voltava para Madri para atendimento médico depois de ter escorregado e quebrado o quadril.
WWF

Em relação à polêmica sobre o fato do rei Juan Carlos ser presidente de honra da organização ambientalista WWF Espanha, a comissão diretora se reuniu nesta terça-feira e decidiu iniciar os trâmites para extinguir o cargo simbólico ocupado pelo rei desde 1968.
Uma assembleia de sócios deve ratificar a decisão nas próximas semanas. Fontes ligadas ao grupo disseram que a medida foi motivada pela repercussão internacional do caso e pelos possíveis danos à imagem da organização, que atua em vários países e apoia programas de preservação de elefantes na África.

Professores dizem que animais podem morrer de fome na Uefs

Bahia - 18 de abril de 2012 às 19:00

(Foto: Reprodução/G1)

Cerca de 1.200 animais explorados como cobaias em pesquisas nos laboratórios da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), na Bahia, podem morrer de fome por causa de uma mobilização realizada por um grupo de cerca de 40 estudantes que protestam contra a falta de higiene e má qualidade dos alimentos servidos na universidade. A denúncia partiu de professores da instituição. Eles relatam que são impedidos de entrar na universidade para alimentar os animais.
Os pesquisadores dizem que a limpeza do local e a alimentação precisa ser feita diariamente, mas a última vez que isso aconteceu foi há três dias. “Os animais vão entrar em inanição e eles começam a fazer autofagia, as mães comendo os filhotes, e isso vai causar um dano ao patrimônio público da Uefs”, afirma a professora Marilene Rocha.
Na segunda-feira (16), os alunos, fecharam com sofás e pedaços de madeira a entrada principal da universidade. Por conta da manifestação, as atividades foram suspensas na instituição.

Assista à reportagem aqui.

Com informações do G1

Exposição retrata cães que embarcaram no Titanic há 100 anos

Três animais sobreviveram - 18 de abril de 2012 às 6:00

Por Natalia Cesana e Robson Fernando de Souza (da Redação ANDA)

Foto: Reprodução/Philly.com

Antes de completar 24 anos, Margaret Hays e suas amigas fugiram da cabine do navio Titanic enquanto ele começava a afundar no oceano. Neste momento ela teve certeza de que tinha um tesouro: Lily, seu cachorro spitz alemão.
De pé no convés, 100 anos atrás, as pessoas colocavam seus coletes salva-vidas antes de embarcar nos botes. Um passageiro comentou: “Acho melhor colocarmos um desses para preservar a vida do cachorrinho, que é pequeno demais.”
Quando Margaret entrou no bote salva-vidas, ela segurou firme Lily, que estava enrolada em um cobertor. As duas sobreviveram ao desastre marítimo mais célebre da história.
Nos arquivos do Titanic, poucos sabem que 12 cães embarcaram em Southampton, naquele abril de 1912. E, miraculosamente, três sobreviveram.
Os cães do Titanic estão sendo apresentados na exposição, RMS Titanic: 100 Years, na Widener Art Gallery, na Universidade de Widener, na Pensilvânia (EUA).
“Não se sabe muito sobre os cachorros, mas todos estavam com os passageiros da primeira classe. Quando os ricos e famosos viajavam, eles costumavam levar os cachorros junto”, explica o curador da mostra, Joseph J. Edgette, professor emérito da educação e folclore.
Uma vez que os cães eram considerados ‘carga’, não havia uma lista oficial daqueles que estavam a bordo. Edgette, porém, a partir de extensa pesquisa em documentos pessoas dos passageiros, criou sua própria lista com os cães, nomes, raças e tutores.
Todos os objetos expostos vieram da coleção particular de Edgette, inclusive a fotografia de um grupo de cães, tirada no convés superior do Titanic pelo Padre Francis Browne.
O padre fotografou poucos sobreviventes e apenas de conhecidos no interior do navio. “A Kodak iria tirar fotos quando o navio chegasse em Nova York”, disse o curador.
Entre os outros passageiros caninos estava Airedale, Kitty, cujo tutor era John Jacob Astor. Nenhum dos dois sobreviveu.
Outros artigos em exposição incluem jornais originais, réplicas do serviço de prata do Titanic…
“Existe uma ligação especial entre as pessoas e os animais. Para muitas, eles são considerados membros da família. Eu não acho que qualquer outra exposição sobre o Titanic retrate e reconheça o trabalho e o amor que estes animais tiveram para perder suas vidas em um cruzeiro”, finaliza Edgette.
As vítimas animais do naufrágio

Havia não apenas os mais de dois mil humanos a bordo no Titanic: havia uma quantidade de animais domésticos impossível de se contar. O navio tinha como mascote o gato Jenny, que ficou no navio “trabalhando” como caçador de roedores. Havia inúmeros cães trazidos como bichos de estimação dos passageiros, e a maioria deles foi mantida em canis dentro do deck F do navio, enquanto alguns passageiros da primeira classe ficaram com os animais em suas próprias cabines, provavlemente sem o consentimento da tripulação.
Alguns cães foram melhor descritos por sobreviventes do naufrágio, como um cão da raça king-charles-spaniel e um airedale-terrier tutelados por William Carter; um chow-chow tutelado por Harry Anderson; o buldogue francês Gamin De Pycombe, tutelado por Robert W. Daniel; um lulu-da-pomerânia; e o cachorro Fru-Fru, tutelado por Helen Bishop e permitido a ficar na cabine com sua tutora.
Também havia aves a bordo, como pássaros, canários e mesmo galináceos – o caso mais emblemático foram quatro galos e galinhas levados por Ella Holmes White. Assim como uma quantidade substancial de ratos, visto que era comum a existência de ratos nos navios da época.
O destino dos animais não humanos a bordo do Titanic foi proporcionalmente ainda mais trágico do que o dos humanos, uma vez que, de todos os animais, apenas três cães sobreviveram e foram levados nos botes salva-vidas por seus tutores: o lulu-da-pomerânia de Margaret Hays, o cão de Elizabeth Rothschild e o pequinês de Henry e Myra Harper.
Um caso dramático melhor descrito foi o de Fru-Fru, o cão de Helen Bishop. Bishop, a contragosto, abandonou o cão em sua cabine, e ele ainda tentou impedi-la de sair sem ele, mordendo-a pelo vestido até que este rasgou. A sobrevivente ainda falou depois: “A perda do meu cãozinho me machucou demais. Jamais vou esquecer como ele se agarrava a minhas roupas. Ele queria tanto me acompanhar!”
Nenhum outro animal além dos três cães sobreviveu. Afirma-se que alguém, num ato compassivo mas vão, libertou os cães dos canis, o que desencadeou uma debandada de cães a correr rumo ao convés. Uma passageira vítima do naufrágio foi encontrada, dias depois da tragédia, morta abraçando seu cão. O cão Gamin De Pycombe foi visto pela última vez tentando nadar na hipotérmica água do local onde o Titanic afundou.

Com informações da Wikipedia em inglês

terça-feira, 17 de abril de 2012

Alemã deixa cão para fora de loja e é multada

Ato negligente - 17 de abril de 2012 às 15:40

Ingeburg Kaminski foi multada por deixar cadela amarrada em local proibido. (Foto: Reprodução/Bild)

A alemã Ingeburg Kaminski, de 75 anos, levou uma multa de trânsito de 35 euros (cerca de R$ 84) porque deixou sua cadela amarrada em um “local proibido” em Essen, na Alemanha, segundo reportagem do jornal “Bild”.
A mulher encontrou a multa presa na coleira do animal quando saiu de uma loja. “Eu me afastei por apenas 20 minutos. Mas eles [guardas] disseram que ‘Tessa’ tinha sido deixada em um lugar errado e estava bloqueando a calçada”, disse Ingeburg.

Fonte: G1

Nota da Redação ANDA: Devido a esse tipo de atitude de alguns tutores, muitos animais são sequestrados. Deixá-los sozinhos em ambientes desconhecidos é um ato irresponsável. É preciso que os animais fiquem sempre sob os olhos de alguém, para que não corram riscos desnecessários.

Cerca de 50 denúncias de maus-tratos contra cães são registradas por dia, em Mogi das Cruzes (SP)

Abandono e descaso - 17 de abril de 2012 às 15:00
Por Ivan Carvalho


Cerca de 50 denúncias de maus-tratos contra cães são registradas diariamente, em Mogi das Cruzes (SP), segundo a Delegacia Regional da União Internacional Protetora dos Animais (Uipa). Na maioria das vezes, as pessoas delatam pequenos problemas, como caninos presos em corrente curta, mal alimentados ou morando em condições inadequadas. De acordo com o delegado José Roberto de Almeida, casos como a suspeita de zoofilia – relação do homem com um animal – registrado no último sábado (leia abaixo), são mais raros, mas este já é o terceiro em menos de dois anos.
Segundo o delegado da Uipa, são poucos os programas realizados pela Cidade no combate ao abandono. “Por isso, é tão importante o trabalho das ONGs e entidades de proteção animal. Devemos castrar os cães e ter responsabilidade de tutela”, alerta.
A principal iniciativa do Município para diminuir o número de cachorros nas ruas e, consequentemente, a violência contra eles, é a unidade para castração móvel – o Castramóvel. No entanto, o equipamento ainda está em processo de compra e não tem previsão para entrar em funcionamento. Além disso, segundo o veterinário do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de Mogi das Cruzes, Jéfferson Renan de Araújo Leite, um novo aparelho para fazer a análise clínica e laboratorial do animal deve chegar em breve. “Este equipamento poderá diagnosticar o problema de forma mais rápida e com isso agilizar o tratamento e a doação”, explica.
Questionada sobre o tipo de equipamento, a Secretaria Municipal de Saúde informou que são materiais necessários para as cirurgias de castração, como pinça, agulha, entre outros, comprados para reposição, conforme a necessidade.
Para denunciar qualquer tipo de maus-tratos basta entrar em contato com a Uipa, pelo telefone 3441-5448. Todas as ligações são sigilosas.
Um homem de 59 anos, morador do Bairro Mogilar, é suspeito de ter abusado sexualmente de duas cachorras. O caso aconteceu no último sábado e foi registrado no 1º Distrito Policial. Na casa do acusado, o CCZ encontrou duas cadelas: uma com a genital bastante machucada, agravada ainda por conta de uma doença sexualmente transmissível, e a outra com ferimentos feitos há cerca de uma semana.
As avaliações, de acordo com o veterinário do CCZ, devem ficar prontos em até 15 dias. O delegado do 1º DP, Ricardo Glória, também solicitou exame de corpo de delito no suspeito. Uma das cachorras, a “Belezinha”, foi adotada no mesmo dia (sábado) pelo vizinho do suposto agressor, enquanto a outra, com o tumor, será tratada e disponibilizada para adoção.

Fonte: O Diário de Mogi

Ossos supostamente envenenados são encontrados em parque no RS

Crime - 17 de abril de 2012 às 16:40


Charlote roeu um osso com raticida, mas conseguiu sobreviver (Foto: Arquivo pessoal)

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Smam) recolheu durante a manhã desta segunda-feira (16) ossos espalhados, supostamente com veneno, pelo Parque Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Uma mulher de 34 anos, moradora do bairro, garante ter flagrado a ação de uma pessoa que estaria tentando matar cães. Ela, que pediu para não ser identificada por motivos de segurança, disse ao G1 que na manhã de domingo (15) viu o homem jogar um osso para dentro do pátio da casa onde mora. Desconfiada, foi atrás do suspeito e viu ele com um saco de ossos espalhando o material no interior do parque.
“Ele estava com uma sacola cheia de ossos. Confrontei ele. Bati foto. A primeira reação foi negar, mas depois disse, com raiva, que todo cachorro tinha que morrer”, relatou ao G1 a mulher de 34 anos.
Em uma clínica veterinária no bairro Moinhos de Vento, foi comprovado o envenenamento da cadela Charlote, de 2 anos, com produto usado para matar rato. “Graças a Deus consegui salvar a minha cadela. Ela está viva. Espero que este homem seja punido”, completou.
A foto do homem que estaria tentando envenenar os cachorros foi entregue à administração do Parque Moinhos de Vento. A tutora de Charlote garante também que procurou à polícia.
“Fui prestar queixa na 8ª Delegacia de Polícia, mas me orientaram a voltar com um laudo médico comprovando o envenenamento. Na veterinária prometeram que na terça-feira (17) o laudo estaria pronto. Vou voltar na delegacia, com certeza”, disse a tutora da cadela envenenada.
A administração do Parque Moinhos de Vento confirmou estar com a foto do homem com um saco de ossos, supostamente, envenenados.

Fonte: G1

Corais podem sacrificar espécies para se adaptarem à temperatura dos oceanos

Desequilíbrio ambiental - 17 de abril de 2012 às 17:00

Foto: Reprodução

Conforme a temperatura dos oceanos sobe, algumas espécies de corais podem crescer às custas de outras, segundo um estudo publicado na semana passada pela revista “Current Biology“. Trata-se da primeira investigação em grande escala dos efeitos climáticos nesses ecossistemas.
- A boa notícia é que, em vez de experimentarem uma destruição em massa, muitos recifes de corais sobreviverão às mudanças climáticas – revela Terry Hughes, da Universidade James Cook, da Austrália. – Para isso, modificarão o grupo de espécies de que ali vivem, na medida em que o oceano se torna mais quente e ácido. Essa sobrevivência é importante para pessoas que dependem desse ecossistema rico e belo para alimentação, turismo ou qualquer outro fim.
Numa tentativa de entender as mudanças que acompanharão o aquecimento do oceano, os pesquisadores examinaram a composição de corais em toda a extensão da Grande Barreira de Corais da Austrália. Estudos anteriores sobre mudanças climáticas nesses ecossistemas foram realizados em escalas geográficas muito menores, priorizando a cobertura dos corais e a contagem de espécies ali inseridas, em vez dos indicadores ligados à saúde dos recifes.
- Escolhemos a icônica Grande Barreira de Corais como nosso laboratório natural porque há variações de 8 a 9 graus Celsius na temperatura da água do verão para o inverno – explica Hughes. – Também ocorrem modificações significativas no pH do oceano. Enfim, a escala dos gradientes naturais dessa região engloba exatamente as condições esperadas para as próximas décadas, considerando um quadro em que não haverá esforços da comunidade internacional para reduzir as emissões de gases-estufa.
Os pesquisadores identificaram e mediram mais de 35 mil colônias de corais em 33 recifes. O levantamento revelou uma surpreendente flexibilidade na montagem dos corais. Enquanto uma espécie declinava em abundância, outra apresentava uma tendência de crescimento. O desaparecimento de uma espécie podia se dar sem promover qualquer alteração em outras espécies do coral.
Hughes conclui que as respostas dos corais às mudanças climáticas são, provavelmente, mais complexas do que se pensava. Embora ele acredite que as temperaturas crescentes não signifiquem o fim dos recifes, há questões ainda sem respostas.
- Se os corais de formato amplo forem substituídos por outros mais restritos, com menos espaço para os peixes, a biodiversidade corre risco – adverte. – Os recifes de corais são também ameaçados por impactos locais, como a poluição e a pesca predatória. Precisamos nos voltar para todas essas ameaças, incluindo as mudanças climáticas, para dar a esses recifes de corais uma chance de lutar por seu próprio futuro.
Segundo o Censo da Vida Marinha, realizado entre 2000 e 2010, a costa australiana conta com cerca de 32,8 mil espécies — o triplo do que foi registrado no litoral brasileiro. A abundância se deve justamente à barreira de corais, que concentra uma grande biodiversidade.

Fonte: D24 am

Audiência pública sobre os direitos dos animais será realizada na Câmara Municipal de Nova Friburgo (RJ)

Debate sobre abandono e maus-tratos - 17 de abril de 2012 às 20:30

(Foto: Reprodução/A Voz da Serra)

Os ativistas da causa animal em Nova Friburgo têm encontro marcado na próxima quarta-feira, 18, na Câmara Municipal, onde será realizada uma audiência pública sobre o tema. Com início às 18h, a sessão debaterá propostas para melhorar as condições de vida de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos—problema que ainda ocorre com frequência na cidade. Aberta a toda a comunidade, a audiência vem sendo aguardada com expectativa.
A iniciativa representa um avanço na luta pelos direitos dos animais e é uma prova do aumento da conscientização dos friburguenses sobre a questão. Devido à importância da causa, a audiência deve contar com a presença maciça de participantes, a exemplo de outros movimentos do gênero promovidos na cidade. Cartazes convidando a população a comparecer à sessão estão espalhados em vários pontos do município, o que já vem atraindo a atenção de muita gente.
Vale destacar que, apesar do grande número de pessoas e entidades locais que lutam pelo bem-estar animal, as ocorrências de agressão e abandono de cães, gatos e cavalos ainda são comuns em diversos pontos do município, conforme denúncias que chegam constantemente à redação de A Voz da Serra. Uma das que mais repercutiu foi a de uma cadela agredida à foice no Loteamento Maringá. Um caso que acabou resultando na primeira audiência sobre maus-tratos a animais, realizada no Fórum Rivaldo Pereira Santos em setembro do ano passado.
Outro caso que teve bastante repercussão foi a denúncia feita em fevereiro de 2009 sobre o assassinato de três cães (dois rotweillers e um bull terrier), que estavam abrigados no pátio da Prefeitura. Os animais teriam sido mortos por um veterinário a pedido do então secretário municipal de Serviços Públicos, o que provocou um grande protesto da população em frente ao prédio da Prefeitura e culminou na exoneração do secretário. Os dois casos comprovam a crescente preocupação dos friburguenses com o tratamento aos animais de rua, que ainda são alvo de muito desrespeito e maus-tratos, conforme será debatido no próximo dia 18 na Câmara.

Fonte: A Voz da Serra

Gravações de homem comendo animais vivos revoltam organizações

Imagens de crueldade - 17 de abril de 2012 às 19:10

(Foto: Reprodução/Notícias de Ipiaú)

Vídeos divulgados no canal do Youtube “Food for Louis” tem causado revolta em entidades protetoras de animais. O autor, Louis Cole, aparece devorando animais vivos. Desde maio do ano passado ele já comeu gafanhotos, um lagarto brasileiro, uma tarântula, um escorpião, baratas, um milkshake feito com 10 ratos mortos e o peixe-dourado de seu aquário.
Várias entidades de defesa dos animais já se manifestaram contra Cole. A Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA) disse que Cole era “gratuitamente cruel”, enquanto a PETA comparou a crueldade em seus vídeos a de assassinos ingleses e afirmou que ele deveria receber tratamento psiquiátrico.

No vídeo abaixo, Louis Cole come um lagarto brasileiro (atenção: as imagens são fortes).

http://www.youtube.com/watch?v=KmGFhfftsHk&feature=player_embedded

Com informações do Notícias de Ipiaú

Galinha explorada por indústria de ovos pisa em terra pela primeira vez

Seja vegano -17 de abril de 2012 às 6:00

Por Lobo Pasolini (da Redação ANDA)


A sequência de fotos feita pela Animal Place, um ONG americana que cuida de animais explorados em fazendas, mostra o momento em que uma galinha poedeira pisa em terra pela primeira vez.
Poedeira é o termo que a indústria dá para as galinhas exploradas pelos seus ovos. Elas passam cerca de 18 meses trancadas em granjas, em jaulas tão pequenas que não tem sequer espaço para abrir suas asas. Por causa do estresse causado pela proximidade excessiva com outras galinhas, as poedeiras têm seus bicos cortados com uma lâmina quente, um processo doloroso que equivale a arrancar o dedo de um ser humano. Isso é feito sem anestesia.
Além disso, os pintos machos das chocadeiras que abastecem a indústria de ovos são descartados e muitos são moídos vivos para virar ração quando eles têm um dia de idade.
Não coma ovos, não coma produtos animais. Torne-se vegano, pelos animais, pelo planeta e pela sua saúde.

Polícia apreende mais de 100 pássaros silvestres em Governador Mangabeira (BA)

Tráfico de animais - 17 de abril de 2012 às 19:50

(Foto: Divulgação)

Dezenas de pássaros foram apreendidos na cidade de Governador Mangabeira, a 132 km de Salvador, na manhã desta terça-feira (17). Os animais, de diversas espécies, estavam amotoados em caixas de madeira e gaiolas em uma casa onde era reproduzido o som do Hino Nacional em assobio, com a intenção de provocar o canto das aves.
De acordo com informações da ambientalista Telma Lobão, a operação foi realizada por policiais da 27ª Companhia Independente da Polícia Militar na zona rural de Jacarezinho. Ao todo, 149 pássaros silvestres, das raças canário da terra, cardeal, maitaca, ticotico, azulão, sabiá, papa capim, pássaro preto, estevão, entre outros, foram retirados do imóvel e devolvidos à natureza.
Segundo a polícia, Jailton Moreira Borges, de 40 anos, vivia do tráfico de animais e comercializava as aves na própria residência e nas feiras livres da região. O homem não foi localizado pela polícia no momento da apreensão, mas ele vai responder pelo crime de tráfico de animais silvestres previsto na Lei Federal 9.605.

Fonte: Correio

Golfinhos serão libertados na Turquia após anos de cativeiro

Livres da exploração - 17 de abril de 2012 às 6:00

Por Natalia Cesana (da Redação ANDA)

Foto: PETA Files

Dois golfinhos que foram capturados e mantidos em cativeiro por quarto anos para servirem ao programa de mergulho da cidade de Hisaronu, Turquia, serão finalmente libertados.
Capturados e presos em um pequeno tanque, os golfinhos, batizados de Tom e Misha, tiveram negados tudo que fosse natural e forçados a se apresentar para levas de turistas.
O futuro dos dois parecia sombrio até que a Fundação Born Free, organização inglesa que atua em prol dos animais que vivem em zoológicos e aquários, encampou a missão de devolver-lhes a liberdade.
Com a ajuda da PETA alemã, que publicou um alerta em seu site, escreveu uma carta ao prefeito de Hisaronu e coordenou ações com grupos turcos em defesa dos animais, a Born Free conseguiu soltar Tom e Misha em uma reserva marinha no Mar Mediterrâneo e começar a prepará-los para a vida no oceano.
Devido ao estresse provocado pelo confinamento intenso, os golfinhos estavam fracos, abaixo do peso e letárgicos quando chegaram à reserva. Mas depois de dois anos de assistência, eles se tornaram saudáveis, fortes e, o mais importante, começando a caçar sozinhos, um sinal de que logo estarão prontos para serem soltos. A previsão é que isso ocorra no final da primavera.
Eles serão capazes de nadar mais de 160 km por dia e usar o sonar para explorar o oceano.
Se você ama golfinhos, por favor, não pague para vê-los presos e atormentados em exibições de mergulho.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Comissão anuncia a conclusão da minuta do projeto que cria a Lei Lobo

Lei Lobo - 16 de Abril de 2012

Por: Juliana Castro


Em nota publicada hoje (16/04) nas redes sociais, a Comissão Lei Lobo informa que a minuta do projeto de lei de iniciativa popular - que agrava a pena para pessoas que cometerem crimes contra os animais - está concluída. "A Lei Lobo será um Código Nacional voltado à proteção animal, reconhecendo a figura dos protetores e suas atribuições na sociedade, além de introduzir penas mais severas aos crimes cometidos contra os animais", explica os responsáveis pela iniciativa.
Segundo as informações divulgadas, o lançamento oficial do projeto deverá acontecer em um grande evento planejado para o dia 12 de maio. Serão convidadas as pessoas que estiverem inscritas para receber o formulário de assinaturas físicas do projeto, que está disponível no site www.leilobo.com. Mais informações serão fornecidas também pelo Twitter - www.twitter.com/comissaoleilobo - e no Facebook:www.facebook.com/comissaoleilobo.
O documento, que será levado à Brasília, deve conter pelo menos 1,5 milhão de assinaturas em papel timbrado. A coleta das assinaturas será feita junto aos ativistas cadastrados.

#LeiLobo

O movimento que pleiteia a criação da Lei Lobo foi motivado por um triste episódio ocorrido em novembro de 2011. Na ocasião, o cão Lobo foi arrastado por um veículo guiado pelo próprio tutor, em Piracicaba, tendo um fim trágico. Morto alguns dias após a ocorrência, o animal tornou-se símbolo da luta contra a impunidade em casos de maus-tratos. Embora outros exemplos dramáticos de crimes contra os animais tenham sido cometidos antes e depois deste emblemático episódio, o movimento de proteção animal uniu-se em nome deste cachorro, pleiteando penas mais severas para pessoas que cometerem crimes desta natureza. Como resultado desta união, este grupo de ativistas quer a criação da Lei Lobo, que será fruto de um projeto de lei de iniciativa popular que será enviado ao Congresso Nacional.

Entrave para a #LeiLobo

A redação do Novo Código Penal exclui a Lei dos Crimes Ambientais, transformando infrações desta natureza em sanções administrativas. Se aprovada - em maio, quando está prevista a votação no Senado Federal - a prática de maus-tratos deixará de ser considerada crime, estando o infrator sujeito apenas ao pagamento de multas e serviços comunitários.
Além simbolizar um grande retrocesso para a causa animal, a medida coloca em cheque os andamentos da Lei Lobo, que voltaria para a estaca zero. A proposta teria que ser reformulada e reapresentada para que, futuramente - após os longos trâmites e possível aprovação, pudesse então ser incluída no Código. A explicação é da advogada Rosana Negreti, que atua junto à ONG Vira-Lata Vira-Vida.
Em repúdio a possível exclusão dos crimes ambientais do Novo Código Penal, o Movimento Nacional de Proteção e Defesa Animal redigiu uma carta aberta que coleta assinaturas no website www.crueldadenuncamais.com.br

Fonte: Agência Notícia Animal

Gatinho SRD é destaque na Expo Gatos 2012, em Vinhedo

Destaque - 16 de Abril de 2012

Por: Juliana Castro


Mais de 4 mil pessoas compareceram no ginásio do Parque Municipal de Vinhedo, município da Região Metropolitana de Campinas, interior do Estado de São Paulo, neste final de semana - entre os dia 14 e 15 de abril, na Expo Gatos 2012. O campeonato de beleza felina tinha aproximadamente 200 inscritos das mais raras raças, mas o destaque foi para o gatinho sem raça definida (SRD) Zé. Ele foi o vencedor da categoria "gatos domésticos", na qual competiam os SRD e, além disso, ficou entre os cinco felinos mais bonitos de toda exposição.
Zé cativou o público com seu visual exótico. Branco com manchas pretas, o gatinho apresenta um marcante desenho no formato de um bigode no rosto. Dócil e carinhoso, o felino é destaque em todos os lugares em que vai. É o que conta sua tutora, a veterinária Andréa Martins Yamasaki. "Ele faz muito sucesso! O pessoal adora o cavanhaque dele", conta aos risos.
A história do SRD, porém, nem sempre foi feliz. Com apenas 20 dias de idade, ele foi encontrado pela equipe da clínica da Dra. Andréa em uma das ruas de Vinhedo. Ele estava junto com seus dois irmãos mamando no peito da mãe morta. "Suspeita-se que a mãe tenha morrido de envenenamento, um problema grave que ocorre com frequência no município", diz a tutora. Os filhotes foram recolhidos para a clínica. "Fiquei com dois. O Zé e uma irmãzinha dele, que já faleceu. O outro filhote foi doado", conta.

Ação solidária na Expo Gatos 2012

A Expo Gatos 2012 foi marcada por uma ação solidária. A entrada no evento custava um pacote de ração, sendo que todo o montante foi destinado à Sociedade Protetora dos Animais de Vinhedo (SOPRAVI). No total foram aproximadamente 900 kg de ração arrecadados.
A presidente da ONG beneficiada, Flávia Bittar, disse que ficou surpresa com a quantidade de alimentos. "Uma parte será destinada à própria ONG, outra será entregue a moradores de Vinhedo que cuidam de muitos gatos. Faremos uma doação também para a ONG campineira ResGatinhos, que está aqui no evento com um estande e, por fim, uma parte trocaremos com um abrigo que oferece lar temporário a animais resgatados por período de estadia", declara.
Flávia conta que Vinhedo sofre mais com o abandono de cães do que de gatos, mas reforça o grave problema que a cidade enfrenta com altos índices de felinos envenenados. "Temos no município um número muito maior de cães nas ruas, talvez pelo número de animais que sobrevivem. Toda as semanas ficamos sabendo de 10 a 15 gatos envenenados e isso acaba diminuindo a população deles. E o mais grave é que raramente ficamos sabendo quem são os responsáveis. Quando temos essa informação, entramos com processo na promotoria por maus-tratos, o que geralmente é um processo demorado e tem pouco efeito, pois a lei é muito branda. Mas é uma coisa que tem que ser feita para que as pessoas entendam que isso é crime", conclui.

Fonte: Agência Notícia Animal

Cerca de 30% das aves marinhas estão em risco de extinção

Crime ambiental - 16 de abril de 2012 às 8:59

As aves marinhas são, atualmente, o grupo de aves mais ameaçado do mundo. Das 346 espécies de aves marinhas, 97, ou seja 28 por cento, estão globalmente ameaçadas e outras 35 encontram-se muito perto de atingir o mesmo estatuto.



FOTO: REPRODUÇÃO/ TVNET

O estatuto global das aves marinhas deteriorou-se, rapidamente, ao longo das últimas décadas, e várias espécies e muitas populações estão agora, perigosamente, no limiar da extinção.
Estas são as conclusões da revisão exaustiva publicada na revista científica Bird Conservation International.
A revisão, com base em dados e avaliações feitas pela BirdLife International para a Lista Vermelha da IUCN, revela que as aves marinhas são, atualmente, o grupo de aves mais ameaçado do mundo.
Cerca de metade das espécies de aves marinhas apresentam um declínio populacional evidente, sendo a família dos albatrozes a que melhor evidencia estas tendências negativas, estando atualmente 17 das suas 22 espécies ameaçadas de extinção.
Em comunicado, Iván Ramírez, coordenador do Programa Marinho Europeu da BirdLife International, da qual a SPEA é o seu representante em Portugal, alerta que “as aves marinhas são um grupo diverso com distribuição mundial” e que, “como predadores de topo, funcionam como um valioso indicador da saúde do meio marinho global, saúde essa que estará claramente em risco se as tendências não forem invertidas”.
Segundo os responsáveis, as atividades humanas estão por trás desses declínios.
No mar, a pesca tem degradado os stocks de peixe e causado a morte de aves marinhas através de inúmeras capturas acidentais. Em terra, a introdução de espécies invasoras tem dizimado imensas colónias reprodutoras.
Apesar dos indicadores negativos, a BirdLife considera que é possível inverter estes declínios.
Assim, entre as medidas a adotar está a proteção dos locais que são mais utilizados pelas aves, quer as colónias de reprodução em terra, quer as áreas de alimentação em alto mar.

Fonte: Tvnet

Imagens mostram fuga de animais de zoo interditado em Limeira (SP)

Vítimas do confinamento - 16 de abril de 2012 às 18:00

Foto: Reprodução/G1

Um vídeo feito por ativistas há três semanas durante uma madrugada mostra a fuga de animais doZoológico Municipal de Limeira (SP). O local foi fechado para a visitação há dois anos, mas os animais são mantidos em condições precárias.
No dia 1º de abril, o G1 noticiou que o novo zoo, em fase de acabamento, não passou pela vistoria da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, que expede alvará para este tipo de parque e, por isso os animais são mantidos no local considerado pela própria Prefeitura como “inadequado”.
Na visita noturna dos ambientalistas, eles flagram jaulas destrancadas, cadeados abertos, sinais de vandalismo e muita sujeira dentro e fora dos ambientes dos animais. Um trecho do vídeo mostra um macaco fugindo do local reservado para ele no zoo. Ele sobe ao telhado, onde fica comendo uma fruta.
Depois da divulgação do vídeo na internet, a prefeitura fez algumas melhorias no zoológico, como a pintura de algumas áreas. Também garantiu que as jaulas são trancadas com cadeado e os animais bem alimentados.
Para o biólogo Matheus Felício, entretanto, estas alterações não são suficientes. “A condição, a realidade dos animais continua a mesma. Eles vão estar em jaulas inabitáveis, sem atividade para desestressar e sem sol. Então, doenças pulmonares acabam aparecendo”, disse.
Com informações do G1

Nota da Redação ANDA: Zoológicos não são ambientes saudáveis, pelo contrário: são verdadeiras prisões que condenam os animais a uma vida artificial, limitada às fronteiras curtas de jaulas e grades, distante da natureza à qual pertencem. Uma nova visão, biocêntrica e lúcida, precisa ser estimulada nas crianças desde cedo, para que se tornem adultos compassivos, não máquinas que reproduzem imbecilidades propagadas aos montes. É preciso reaprender a sentir e a pensar o mundo, de forma a não levar adiante culturas retrógradas, cruéis, injustas, especistas e absolutamente impeditivas da paz. Qual humano gostaria de viver dentro de uma jaula? Animais são seres sencientes, sofrem e sentem dor, possuem o direito à vida e à liberdade – tanto quanto nós humanos. Confiná-los é cruel, é um ato contra a vida.

Nota Elaine Menezes: Faço minhas as palavras da Redação ANDA. Os animais não foram criados para viverem em zoológicos e cativeiros. Os animais nasceram para viver em seus habitats naturais, de maneira natural, e com dignidade. Sou totalmente contra os Zoológicos!

Aumenta em 15,3% denúncias anônimas sobre a crueldade contra animais

Denúncias - 16 de abril de 2012

FOTO: REPRODUÇÃO INTERNET 

De acordo com o Instituto São Paulo Contra a Violência, o número de ligações relatando este tipo de crime aumentou em 15,3%, no mês de fevereiro, o que somou 15.327 (2012) frente aos 12.978 casos registrados, no mesmo período de 2011.
A crueldade contra animais se mantém entre as cinco denúncias mais registradas no Disque Denúncia 181, pelo quarto ano consecutivo – atrás apenas de tráfico de entorpecentes e veículos abandonados.
Nos últimos quatro meses, o 181 registrou mais de 12 denúncias por dia de maus tratos contra animais. “É uma conquista da própria sociedade, que não tolera esse crime”, afirma o gerente de projetos do Instituto São Paulo Contra a Violência, Mário Vendrell.

DISQUE DENÚNCIA 181

Funciona durante 24 horas por dia, sete dias por semana. Os terminais de atendimento não possuem identificadores de chamada, o que garante o anonimato e o sigilo das denúncias.
Fonte: Instituto São Paulo Contra a Violência

União Zoófila recusa 500 quilos de ração doados por amantes das touradas

Portugal - 16 de abril de 2012 às 16:40

Diogo Gomes (esq.) e José Potier, da direcção da Prótoiro (Foto: João Miguel Rodrigues)

A Federação Portuguesa de Entidades Taurinas, representada por dois membros, deslocou-se esta tarde de sábado (14), à União Zoófila para fazer uma doação de quinhentos quilos de ração, que esta rejeitou.
Segundo a voluntária e membro da direcção da União Zoófila, Margarida Saldanha, a recusa “é uma questão de coerência”.
“Se não primarmos pela diferença, então não estamos fazendo nada aqui. Não aceitamos porque vem de onde vem”, afirmou.
Para o membro do Conselho Executivo Prótoiro, Diogo Costa Gomes, este é mais um exemplo de que em Portugal a causa animal “é um negócio”.
“A União Zoófila só tinha de aceitar e dizer que apesar de ter aceitado não concordam com as touradas. Os animais não fazem este tipo de distinção”, afirmou.
A ação dos responsáveis da Prótoiro aconteceu ao mesmo tempo em que decorria um protesto, entre o Campo Pequeno e o Parlamento, dos defensores do bem-estar animal. “No mesmo dia em que está a acontecer uma importante manifestação pelos direitos dos animais, aparecem estes senhores que são a favor das touradas. Foi um acto de má fé”, afirmou Margarida Saldanha.
Segundo Diogo Costa Gomes, a doação de 500 quilos de ração é também uma forma de protesto.
Para o presidente da Federação Portuguesa de Entidades Taurinas, José Reis, ” a iniciativa tinha como intenção responder ao apelo da União Zoófila para a doação de ração. Era nossa intenção poder contribuir regularmente”. Acrescentou ainda que já não é a primeira vez que a UZ rejeita o contributo dos aficcionados das touradas, rejeitanto que esta seja uma provocação. “Não é uma provocação. Há uma preocupação genuína, os aficcionados também são amigos dos animais, inclusive alguns deles são sócios da União Zoófila”, afirmou.
A União Zoófila acolhe cerca de duzentos gatos e quinhentos cães.

Fonte: Correio da Manhã

Colônia de jaguares em risco de extinção é descoberta no México

Espécie ameaçada - 16 de abril de 2012 às 17:20

Foto: Reprodução/Herald Tribune

Nos arredores da lagoa de Terminos (Campeche), no sudeste do México, ainda é possível encontrar jaguares, um dos animais mais venerados pelas culturas pré-hispânicas, que atualmente corre risco de extinção. Este descobrimento aconteceu enquanto era feito um estudo para saber se nos estados de Tabasco e Campeche os moradores do campo guardavam presas e peles de jaguares sacrificados nos últimos anos.
Atualmente já existe um trabalho para determinar quantos espécimes de jaguar há entre os limites destes estados do sudeste mexicano. A maior população de jaguares está nos municípios de Champotón, Sabancuy e Palizada, cidades rodeadas pela lagoa de Terminos, que desemboca no mar do Caribe nas proximidades da ilha de Ciudad del Carmen. Graças à Wildlife Conservation Society, um organismo internacional, à Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas (CONANP) e à Universidade Juárez Autônoma de Tabasco (UJAT), nos últimos dois anos foram feitos registros fotográficos não apenas de jaguares, mas de jaguatiricas e veados em algumas comunidades rurais de Palizada, em Campeche.
Em uma área geográfica que cobre 2,2 mil hectares, o pesquisador da UJAT Mircea Gabriel Hidalgo e outros estudantes descobriram que a população de jaguares está se reproduzindo apesar do perigo de extinção. “Primeiro buscávamos animais mortos ou que tivessem sido mortos nos últimos 10 anos. Achávamos que nos mostrariam a pele, os crânios dos felinos, mas encontramos jaguares vivos”, disse Hidalgo.
Inicialmente, a ideia era buscar “as pegadas” dos felinos. Hoje, o objetivo é poder realizar o censo dos jaguares que habitam entre os limites de Campeche e Tabasco. “O que acontece na lagoa de Terminos, uma região de umidade muito grande, é de vital importância para estudarmos o ecossistema”, acrescentou o também doutor em Ecologia e Recursos Naturais do Instituto de Ecologia de Xalapa (Veracruz). Para o biólogo, a importância de usar câmeras infravermelhas nos arredores da lagoa de Terminos foi fundamental para encontrar espécies vivas de jaguares em Champotón, Palizada e Sabancuy. Embora a maior parte das fotos tenha sido tirada em Palizada, o jaguar se deslocou para regiões de Tabasco como Jonuta e Pântanos de Centla.
A descoberta foi possível graças ao apoio do escritório de Proteção da Flora e Fauna de Campeche e dos moradores da região que colaboraram com os pesquisadores. “Palizada é um município bastante inexplorado, uma região bem conservada. Muitos jaguares, em algumas ocasiões, se deslocam a Jonuta (Tabasco) para comer o gado da região. Os jaguares ocupam áreas muito grandes e não pensávamos encontrar tantos”, disse Hidalgo. Uma câmera instalada entre as árvores da área selvática de Palizada custa 1.200 pesos (US$ 93,4); em toda a área foram colocadas 60, para obter mais registros. As pilhas destas câmeras duram 90 dias e neste período foram captadas outras imagens que comprovam a existência do jaguar e de outras espécies que já achavam que não viviam aqui.
“Encontramos um caititu. Achamos que vivia em Calakmul ou na floresta Lacandona, mas agora sabemos que há em Palizada”, acrescentou Hidalgo. Para o pesquisador, a descoberta de animais selvagens entre os limites de Campeche e Tabasco acontece porque as comunidades assentadas ali “são pequenas e isoladas” e o jaguar pode habitar sem ser perseguido pelos caçadores. Ainda não se sabe quantos jaguares há neste lugar, mas já foram fotografados os primeiros seis: “sabemos pelos padrões de manchas, mas há mais jaguares”, explicou. Em breve, disse, será feito um programa para a conservação destes animais. “A segunda parte (do projeto) está associada à conservação da espécie, por isso que estão tentando ampliar a área protegida em lagoa de Terminos”, contou.

Fonte: Terra

Animais têm cemitérios exclusivos no interior de São Paulo

Luto e homenagem - 16 de abril de 2012 às 18:00

Por Alan Schneider, Lynne Aranha e Megui Donadoni

Cidades como Botucatu oferecem local específico para enterrar o animal. (Foto: Divulgação)

Quem tem um animal dentro de casa normalmente cuida com carinho e ele, inclusive, entra para o álbum da família. Muitas vezes são anos de convivência. E como qualquer ser vivo, uma hora também morre. Daí vem a pergunta: o que fazer com o animal? Em algumas cidades, como Botucatu (SP) e Sorocaba, por exemplo, existem cemitérios exclusivos para enterrar cachorros, gatos e até aves.
O ritual de despedida é semelhante ao de um ser humano, com velório, orações e túmulos. Mas em outras situações, como em Bauru, São José do Rio Preto e Itapetininga, não há locais apropriados. Em alguns casos, as pessoas colocam os animais em sacos de lixo, abrem um buraco em terreno baldio para enterrá-los ou eles são depositados em aterros sanitários.

Lugar para flores e lembranças

Os animaizinhos são a cara do tutor. Eles adquirem a personalidade de quem os alimenta e dá conforto. No entanto, sempre estão prontos para brincar e receber uma coçada na cabeça. Quando se vão, a dor é sentida pelos “pais”. Foi pensando nisso, que um empresário de Botucatu fundou o cemitério para animais. Tudo começou em 1992 com a morte do ‘King’, Cocker de Clóvis Bettus. Na época, sem opção para dar um final digno para seu fiel amigo, a sobrinha deu a ideia.

No local tem lápides de vários tipos das simples às mais detalhadas. (Foto: Divulgação) 

Após conversar com minha sobrinha, que na época morava em Londres, ela me deu a ideia. Recebi algumas fotos de locais na França, Inglaterra e Alemanha, e comecei a aprimorar a sugestão de abrir o cemitério por aqui”, contou.
Em 2001, o local foi aberto. ‘King’ foi o primeiro a ser enterrado. De lá para cá, além de confortar as pessoas, o negócio passou a ser o “ganha pão” de Bettus. “Até mudei para o cemitério. Construí minha casa para facilitar o meu trabalho”, contou o empresário. A regulamentação do cemitério foi conquistada em 2003.
Atualmente são quase 3 mil animais enterrados. “Tem gato, cachorro e até papagaio. Cada sepultamento custa R$240, mais R$ 125 de taxa anual de manutenção. A partir do segundo enterro da mesma família, o valor cai para R$125”, explicou. Mas a maior perda do empresário foi justamente a morte da sobrinha. Para homenageá-la, o velório “Fiéis Amigos” passou a se chamar “Valéria Cristina”.
Hoje, após os 11 anos de funcionamento atendendo Botucatu e região, o cemitério se tornou referência na região. Os serviços incluem translado do animal, velório, sepultamento com placa de nascimento e óbito, nome e registro de sepultamento e, após três anos, é removido e arquivado no ossário com o número da gaveta registrado em livro e no computador. “Fazemos o ritual completo. Nossa intenção é manter um local para as pessoas sempre lembrarem dos animais que também fizeram parte de nossas vidas”, comentou.
Em Sorocaba também há um cemitério particular destinado aos animais. O ‘Caminho do Céu’ é reconhecido em toda a região. O local também conta com um site, onde o tutor do animal pode pedir ou fazer orações pelos animais. O cemitério também realiza a prática de adoção de animais. No local também é possível fazer um tipo ‘classificado’ com os animais, como venda, compra, pedido de ajuda.
Inaugurado em 2007, um dos objetivos do cemitérios é oferecer um local digno e adequado para o sepultamento dos corpos dos animais de pequeno porte, de forma que as recordações e futuras homenagens sejam possíveis sem que o ecossistema seja prejudicado.
Nesse cemitério os animais podem ser enterrados em jazigos individuais ou em um coletivo. No sistema individual, o sepultamento pode ser acompanhado pelo tutor. Além disso, sobre o jazigo é permitido a colocação de uma lápide padronizada de identificação.Já no sistema coletivo, retirada do corpo do animal do local do falecimento e o transporte até o cemitério são gratuitos, desde que o local da retirada esteja situado dentro da área urbana da cidade.
Na contramão

Já na maioria das cidades não há locais apropriados. Em Bauru, a prefeitura envia os corpos dos animais para o aterro sanitário. A lei municipal 4.286, de 16 de março de 1998, diz que em caso de falecimento de algum animal, cabe ao tutor dar a destinação adequada ao cadáver ou encaminhá-lo ao serviço municipal competente. Os restos mortais dos animais são levadas ao aterro sanitário conforme determina a resolução RDC nº 306, de 7 de dezembro de 2004.
A prefeitura também informou que a coleta domiciliar não recolhe animais mortos, mesmo que embalados. Também não aconselha que as pessoas enterrem os corpos em qualquer local por causa de riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Mas por falta de divulgação, muitas pessoas escolhem terrenos baldios para colocar os animais mortos. Foi o que fez a bibliotecária Maria Valéria Bertachini Nascimento. Depois que o vira-lata dela morreu no sábado de carnaval deste ano, Valéria decidiu colocá-lo em um terreno. “Não tinha a informação do que fazer com ele. Como em Bauru não há local adequado, resolvi abrir um buraco bem fundo em um terreno baldio”, contou.

Quando Tobby (à direita na foto) morreu Maria Valéria não sabia onde enterrá-lo. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Toby” teve leishmaniose uma semana antes de morrer. “Ele começou a passar mal, não se alimentava e brincava pouco. Não aguentou. Agora ficou o irmãozinho dele, o Ully”, disse.
Segundo a médica veterinária do Controle de Zoonoses de Itapetininga, Adriana Araújo Simões, o tutor é responsável pelo cadáver do animal. “Quando ele morrer, o dono pode entrar em contato com as clínicas veterinárias conveniadas com cemitérios de animais, ou até mesmo enterrar no quintal”, admitiu.
A médica veterinária destacou que antes de enterrar os animais é preciso colocá-los em um saco plástico. “Já quando os animais morrerem por apresentarem doenças infectocontagiosas ou suspeita de raiva, o dono pode encaminhar para o setor de Controle de Zoonoses, que eles farão uma análise e darão a destinação correta para o cadáver do animal”.
Em outras situações, por falta de local também, as pessoas enterram os animais no quintal da própria casa. Em Itapetininga, José Roberto Rocha já preparou o túmulo no fundo de casa. Dono de Nina, de 16 anos e Radija, de 7 anos, o aposentado quer um cantinho bem perto para poder lembrar das duas cadelas. “Tenho um carinho e enorme pelas minhas. Não acho correto enterrar em qualquer lugar”, afirmou.

Roberto com as cachorrinhas que ele ama. (Foto: Lynne Aranha/ G1)

Quem também é defensora dos animais é a estudante Denise Fukuhara, que atualmente mora em São José do Rio Preto. Ela teve a mesma dificuldade com seus animais na infância. No caso dela, dois hamsters. “No começo eu acreditava que eram duas fêmeas. Mas depois minha família descobriu que um deles era macho e aí eles começaram a se proliferar. Nasceram uns cinco, seis filhotes, mas debilitados. Um tinha defeito na perninha e era deixado de lado. Este foi o primeiro que morreu, mas num curto período, os outros também foram morrendo”, relatou. Ela também enterrou os roedores no quintal de casa. De vez enquanto, passa pelo local para relembrar os bons tempos.
Os animais não falam, mas ficam tristes e doentes. Seja como for, a melhor coisa é aproveitar a companhia enquanto vivos. Afinal, o melhor amigo do homem pode ser um cachorro, gato, coelho, papagaio, hamsters ou qualquer animal. O importante é respeitá-lo até na hora da morte.

Urnas

Em Bauru, José Lemes é um marceneiro que expandiu os negócios. Além de fazer móveis tradicionais, ele incluiu outro item para oferecer aos clientes. “Em 2008 inicie uma pesquisa sobre o mercado de urnas e sobre cemitério de animais. No ano seguinte comecei a fabricação das urnas para animais de pequeno porte”, comentou. As urnas custam de R$ 200 a R$ 300. “Vendo para algumas cidades e também para o Rio de Janeiro”.

Fonte: G1